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A logística brasileira não só encontrou seu mercado como o consolidou. Ao menos, é o que mostra o levantamento do último trimestre do Market Analytics da SiiLA, onde as absorções dos setores de Transporte e Logística e Digital Fulfillment juntos representam 65% do total ocupado de 2021 a 2026.
O novo formado de varejo validado na pandemia se mostra eficiente com o aumento exponencial das operações de e-commerce, ao mesmo tempo, setores como Petróleo e Gás, Telecomunicações e Seguros vêm perdendo espaços de ocupação. A digitalização de serviços e migração de mercados que antes detinham mais espaço na economia do país ajudam a entender o fenômeno.
Digital Fulfillment, Transporte e Logística e Bens de consumo são atualmente os setores com mais espaço locado, em uma ascensão histórica que reflete os modos de consumo, mas o avanço ainda concentra a competição na região sudeste. Cinco das maiores variações dos principais setores estão nesse mercado.
Considerando os últimos 24 meses, apenas o estado de São Paulo viu a disparada de 76% do crescimento de e-commerce. O setor também se destaca em quatro das maiores variações, no Sul e Sudeste.
O crescimento também foi puxado por Minas Gerais e Rio de Janeiro. Minas Gerais ganhou 232 mil m² em Transporte e Logística e outros 200 mil m² em Digital Fulfillment, enquanto o Rio de Janeiro adicionou 208 mil m² nesse último setor. O maior avanço percentual ocorreu no Rio Grande do Sul, onde Digital Fulfillment cresceu 151,9%, indicando uma expansão acelerada mesmo sobre uma base menor.
Estar próximo ao mercado consumidor é parte da estratégia para entregas em até 24h e especialistas destacam a descentralização dos principais polos consumidores de distribuição como eixos centrais do debate. Ainda assim, repetir a velha receita já conhecida parece ser uma tendencia difícil de abandonar e que gera consequências para todo o mercado, com a saturação de espaços e o lento desenvolvimento de outras extremidades do país.
O aumento acelerado preocupa o mercado que tenta acompanhar a demanda com receio de não ter para onde crescer, o setor está com apenas 4,42% dos espaços vagos.
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