Com mais de R$ 10 bilhões de ativos sob gestão, a venda da gestora de real estate do Credit Suisse volta a ser discutida pela UBS
- Com mais de R$ 10 bilhões de ativos sob gestão, a CSHG é responsável por oito fundos de investimentos imobiliários (FIIs), sendo um deles o HGLG11, considerado o maior FII de logística do Brasil.

O banco suíço UBS está em fase de retomada do processo de venda da Credit Suisse Hedging-Griffo (CSHG), a gestora de fundos imobiliários do Credit Suisse no Brasil. A novidade foi antecipada pelo Brazil Journal e noticiada em outros veículos de imprensa do país, como Valor Econômico.
Ainda antes da fusão, a venda da área já havia sido ventilada e iniciada no final de 2022. Agora, com a aquisição do Credit pelo UBS, a venda do portfólio de real estate da CSHG se mostra como uma opção real para a empresa, que busca otimizar as operações no país. A movimentação é encarada como estratégica para que a UBS se concentre na área de wealth management.
Com mais de R$ 10 bilhões de ativos sob gestão, a CSHG é responsável por oito fundos de investimentos imobiliários (FIIs), sendo um deles o HGLG11, considerado o maior FII de logística do Brasil, com um patrimônio líquido de R$ 3,5 bilhões e 365 mil cotistas. Inclusive, o fundo anunciou na última semana a conclusão da compra de portfólio da GTIS por R$ 1,37 bilhão, conforme noticiado no REsource.
Além do HGLG11, a gestora do Credit tem mais 7 FIIs, incluindo: CSHG Real Estate – HGRE11, CSHG Recebíveis Imobiliários – HGCR11, CSHG Renda Urbana – HGRU11, CSHG Imobiliário FoF – HGFF11, CSHG Prime Offices – HGPO11, Castello Branco Office Park – CBOP11 e CSHG Residencial – HGRS1.
Para se ter uma ideia, dentro do portfólio do HGLG11 está o condomínio logístico HGLG Louveira, do qual o FII tem 90% de participação. Trata-se de um empreendimento de alto padrão (A+), localizado em Jundiaí (SP), com mais de 61 mil m² de ABL e grandes inquilinos como a Ambev.
Ainda em Jundiaí, pode ser encontrado outro ativo do fundo, o HGLG Itupeva – Bloco I. O condomínio logístico também é classificado como A+, tem mais de 59 mil m² de ABL e segundo dados da plataforma Market Analytics da SiiLA, chegou ao final do 2T23 com 77% de ocupação.
Já o HGLG Ribeirão Preto tem mais de 62 mil m² de ABL e está 100% locado. O ativo leva a classificação A+ e tem entre seus ocupantes importantes players de e-commerce, transportes e logística e outros setores.
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