Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

O mercado de escritórios corporativos vem confirmando uma transformação que vai além do debate sobre trabalho presencial ou remoto. O setor passa a operar, de forma cada vez mais clara, em duas velocidades.
De um lado, edifícios de altíssimo padrão (A+ e A), localizados em regiões primárias, registram vacância baixa (15,09%), preços recordes e maior liquidez. Do outro, ativos das classes B enfrentam dificuldades crescentes de ocupação, pressionados pela obsolescência técnica e pela perda de competitividade.
Esse movimento, reflete a mudança de postura dos ocupantes. Escritórios deixaram de ser apenas centros operacionais e passaram a funcionar como instrumentos de atração de talentos, produtividade e posicionamento institucional.
A preferência por ativos de maior qualidade não está relacionada apenas à estética. Lajes amplas, maior eficiência de layout, sistemas modernos de ar-condicionado, certificações ESG, pé-direito elevado e infraestrutura tecnológica tornaram-se pré-requisitos para empresas de tecnologia, instituições financeiras e escritórios de advocacia de grande porte.
Nos principais eixos corporativos de São Paulo, como a Faria Lima por exemplo, a combinação entre escassez de novos estoques e demanda qualificada sustentou uma nova rodada de valorização. Até o terceiro trimestre de 2025, de acordo com a plataforma Market Analytics, o valor de mercado para escritórios A+ nessas regiões atingiu R$ 143,62/m² avanço de 29,54% em relação a 2020 que fechou o ano com R$ 110,95/m².
Para proprietários de edifícios obsoletos, o cenário impõe uma decisão estratégica. Sem investimentos em retrofit, a tendência é de desvalorização contínua e aumento do risco de o ativo se tornar financeiramente ineficiente. O custo de atualização para atingir padrões modernos de eficiência térmica e conectividade é alto, mas os dados de 2025 sugerem que este é o único caminho para evitar que o imóvel se torne um passivo financeiro.
O mercado de escritórios não está encolhendo; ele está se transformando. A métrica de sucesso para 2026 e além não será apenas a quantidade de metros quadrados locados, mas a resiliência do ativo em manter sua relevância técnica e geográfica em um cenário de altíssima seletividade.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
