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Na segunda-feira (13), o grupo proprietário de shoppings centers, Almeida Junior, anunciou na B3 um novo fundo de investimento imobiliário (FII), o AJ Malls. O IPO (oferta pública de ações, em inglês) captou R$ 317 milhões, de R$ 500 milhões previstos, em troca de uma parcela de 7% do portfólio dos seis empreendimento de shoppings do próprio grupo.
Jaimes Almeida Junior, presidente-fundador e CEO da companhia, afirma que bater o martelo na B3, fazendo a grande estreia no mercado de capitais, é um marco importante para a história do grupo. “Esse é o primeiro fundo imobiliário de participação minoritária em uma rede de shopping centers do Brasil. Iniciamos os ‘road shows’ do IPO da AJ Malls em setembro e concluímos a oferta em 26 de outubro com mais de 5 mil investidores pessoas físicas e institucionais", comemora.
Gerido pelo Capitânia, o FII de shopping contará com ativos apenas da Almeida Junior. Segundo o documento de encerramento, 4.965 pessoas físicas, 14 fundos de investimento, 40 pessoas jurídicas e 10 sócios, administradores, empregados e outras pessoas ligadas ao emissor ou a alguma instituição participante da oferta participaram do IPO do fundo.
Todos os seis empreendimentos estão localizados em Santa Catarina, e a empresa já possui uma lista de futuras aquisições.
A atuação da Almeida Junior é estritamente no Sul do Brasil, mais precisamente em Santa Catarina. Segundo o GROCS, plataforma da SiiLA de dados e análises de shoppings do Brasil, o grupo possui hoje uma ABL de mais de 220 mil m² em seis shoppings: Balneário Shopping, Continente Shopping, Garten Shopping, Nações Shopping, Neumarkt Shopping, Norte Shopping.
Segundo a Almeida Junior, com o novo Fundo, a ideia é ir além da aquisição majoritária de novos shoppings, e também investir na melhoria dos ativos já existentes. Como exemplo, o Balneário Shopping receberá R$ 160 milhões para uma expansão em 2024, e o Neumarkt, em 2025, receberá um aporte de R$ 100 milhões.
A região sul, que inclui os estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, possui uma taxa de vacância em shoppings frequentados pelo público classe A de 4,12%. Para os imóveis de classe B, a taxa de vacância hoje está em 7,69% e classe C de 23,45%, segundo a plataforma de análise de dados de shoppings centers da SiiLA, o GROCS. Uma taxa maior de vacância para empreendimentos voltados a classe C também é vista em outras regiões do país, incluindo nos shoppings das regiões Sudeste e Nordeste.
Não é a primeira vez que a empresa tenta fazer esse tipo de jogada. Em 2018 e 2020, o grupo tentou se aproximar da B3 e abrir seu capital, porém acabou adiando seus planos. Em 2020, o presidente e fundador afirmou que o adiamento do IPO aconteceu em função da priorização do projeto digital do grupo.











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