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A tecnologia se tornou uma aliada do real estate. O impacto da inteligência artificial não está apenas transformando as locações do setor logístico, mas também o dia a dia dos escritórios. Dados divulgados no Panorama de Facilities da Woba de 2025 revelam que empresas que ainda não automatizaram alguns processos de facilities management (FM) podem estar “queimando dinheiro”.
Segundo o levantamento, 34% das companhias que automatizaram processos de facilities reduziram seus custos entre 11% e 20%. Um exemplo citado pela Woba mostra que, “para uma empresa com R$ 1 milhão em custos operacionais anuais, isso representa uma economia anual de R$ 110 mil a R$ 300 mil”.
A chamada “Tríade da Eficiência” — conceito definido pela empresa como a combinação entre automação, negociação de contratos e escritórios flexíveis — pode gerar um retorno sobre o investimento (ROI) de 21% a 30% quando ao menos dois desses elementos são aplicados.
Em relação à eficiência, a tecnologia é uma forte aliada. Rodrigo Silveira, CRO da Woba, comenta como a IA pode contribuir em diferentes frentes, especialmente na otimização de processos e de contratações.
“A tecnologia é uma aliada que pode ajudar em muitos processos, principalmente ao prever e entender padrões. Uma pandemia, por exemplo, não dá para prever, mas a IA pode mudar o modelo de contratação, otimizando os espaços usados e os recursos empresariais”, afirma.
A pesquisa também aponta uma tendência de comportamento no uso dos escritórios: 75% usam serviços combinados em espaços flexíveis, sendo eventos e treinamentos o uso isolado mais demandado (41,7%). Isso reforça que o espaço corporativo deixa de ser local de trabalho individual para se tornar um centro de experiências estratégicas.
“O setor de facilities está mais maduro e tem a tecnologia como grande protagonista dessa evolução. Deixamos para trás uma gestão puramente operacional para, com o uso de dados, atuar de forma estratégica. O facilities maduro não apenas administra o espaço físico, mas usa a tecnologia como aliada para criar ambientes que aceleram a inovação de forma ativa e fortalecem a cultura corporativa”, conta Roberta Vasconcellos, cofundadora e CEO da Woba.
Observando do lado dos inquilinos, quem usufrui dos facilities, Sabrina Espinós, head de RE&FM Latam da Vestas e CEO do IAra Hub, concorda com a pesquisa e reforça a importância da tecnologia dentro do facilities management.
“A tecnologia vem transformando profundamente o setor de FM, tornando-o mais estratégico e conectado às pessoas. Com o uso de IoT, automação, softwares de gestão e inteligência artificial, o gestor passa a atuar com base em dados, aumentando a eficiência operacional, reduzindo custos e aprimorando a experiência do usuário”, afirmou ao REsource.
Outro ponto abordado por Espinós é a sustentabilidade. Segundo a executiva, a digitalização é essencial para atingir as metas de ESG, permitindo o monitoramento e a otimização de recursos em tempo real.
“Além disso, a digitalização apoia as metas de sustentabilidade e ESG, possibilitando monitorar e otimizar recursos em tempo real. O resultado é um FM mais inteligente, integrado e essencial para o desempenho e a cultura das organizações”, conclui.
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