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Cada capital tem suas peculiaridades. São Paulo, por exemplo, é consolidada como o centro financeiro do país; o Rio de Janeiro concentra diversas empresas de energia e petróleo e gás; já Brasília tem como foco os órgãos públicos. Porém, isso não é suficiente para a manutenção do mercado imobiliário da capital nacional.
Pelo terceiro trimestre consecutivo, Brasília registrou absorção líquida negativa. No primeiro trimestre de 2024, a região registrou 1 mil m² negativos; já no quarto trimestre de 2023, a capital registrou 12 mil m² negativos.
O saldo geral de 2023 foi de 14 mil m² negativos. Em 2022, esse número foi praticamente neutro, cerca de 500 m² de absorção positiva. Consequentemente, a taxa de vacância também é alta na cidade, atualmente chegando ao patamar de 18,7% – segundo pior resultado de sua história, perdendo apenas para o terceiro trimestre de 2019, quando atingiu 19,8% de vacância.
A composição dos ocupantes consiste em Finanças como maior ocupante, Governo e Administração em segundo lugar, e Institutos e Fundações em terceiro. Basicamente, ao inverter o Top 3 de maiores ocupantes, teremos os maiores setores que devolveram área nos últimos trimestres.
Institutos e Fundações devolveram 21 mil m² em escritórios, Governo e Administração devolveram 17 mil m², o setor Imobiliário devolveu 6 mil m², e o de Finanças entregou 3 mil m².
Hoje, o mercado brasiliense possui um estoque total de 740 mil m² de ativos classes A+, A e B e não recebe novos empreendimentos desde o terceiro trimestre de 2022, com a entrega do Edifício SAI 6, um classe A de 4 mil m², que até hoje nunca foi locado.
Um levantamento exclusivo feito pela equipe de inteligência da SiiLA identificou que as três maiores devoluções, feitas nos últimos três trimestres, foram de órgãos públicos. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) deixou de ocupar 19 mil m² nos quatro blocos do complexo Santos Dumont no terceiro trimestre de 2023.
A Secretaria da Educação ficou em segundo lugar, quando deixou de ocupar 6 mil m² no edifício Phenícia, no quarto trimestre de 2023. E a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) devolveu 5 mil m² na Torre A do Parque Cidade Corporate.











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