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A operação de crédito foi fechada pelos donos do megacomplexo – a BM Varejo, controlada pelo Groupe Allard e que tem como sócios minoritários a Autonomy Investimentos e a Gafisa Propriedades – e a Vectis Gestão. Trata-se de uma transação para “as pessoas entenderem que o mercado financeiro não serve só para gerar renda, mas também pode alavancar projetos transformacionais para as cidades”, afirma o sócio da Vectis, Mucio Mattos.
A transação consiste na emissão de um certificado de recebíveis imobiliários (CRI) que teve a peculiaridade de reunir uma combinação de garantias. Entram aí os recursos previstos com a locação das lojas, onde funcionarão, por exemplo, a Farfetch (varejista de artigos de moda de marcas como Prada, Burberry e Versace), e o clube de ricaços Soho House. A operação também abarca como garantia os recebíveis dos contratos de exposição de marcas. O Bradesco já está confirmado para dar nome ao centro cultural. Apesar de o Cidade Matarazzo ser lembrado como um rincão do luxo, há expectativa de atrair mais de 30 mil pessoas por dia com o conjunto de atrações abertas ao público em geral.
Pelo lado financeiro, o CRI prevê a liberação dos R$ 343 milhões em tranches de acordo com o andamento da obra. A primeira delas sai agora, no valor de R$ 80 milhões. O CRI tem vencimento em 2040 e remuneração de IPCA + 9% ao ano, um valor nada suave, que sinaliza o risco da execução do projeto numa área com edifícios tombados, sem contar o prazo de pagamento alongado. O certificado tem um único comprador, que é o fundo de investimento imobiliário Vectis Juros Real Fundo (ticker VCJR11).











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