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O pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz, que abrange cinco empresas, atribui a crise financeira ao rompimento da estrutura patrimonial mantida pela família Fares. Imóveis o Cajamar Centro Logístico (CCL) era utilizado como garantia em operações de crédito da varejista. Segundo a companhia, as disputas societárias fizeram com que os administradores da operação perdessem o acesso a parte dessas garantias.
Com 500.970 m², o galpão pertence a LP Bens, holding patrimonial e imobiliária da família Fares. A estrutura no mesmo conjunto empresarial, permitia que o Grupo Marabraz executasse operações de créditos bancários e usasse o imóvel como garantia, que por sua relevância de mercado apenas reforçava e sustentava todo o fluxo financeiro.
Com a ruptura societária, as empresas deixaram de fazer parte do mesmo grupo, e sem o ativo para se ancorar a varejista, tornou a situação da Marabraz muito mais vulnerável a fatores externos de um mercado pressionado, com taxa de juros alta e o avanço do e-commerce.
O CCL é um dos principais ativos do mercado e o maior do país, localizado a 30km da cidade de São Paulo, o maior polo consumidor do Brasil. O empreendimento tem 14,5% de vacância e, com base no valor de mercado da SiiLA, recebe cerca de R$ 11,21 milhões por mês de aluguel. Entre seus principais ocupantes, estão Luft, Lojas Americanas e Amazon. A Marabraz é a segunda maior locatária, com 65.314 m².
O condomínio foi finalizado em 2008 e passou por uma expansão em 2014. O setor de bens de consumo representa 46,1% da ocupação, seguido por transporte e logística (37,05%) e alimentos, bebidas e tabaco (12,42%).
O pedido foi apresentado por cinco empresas do grupo: Comercial de Móveis Jordanésia, S.V.C. Jaraguá Comercial, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis e Monta Móveis Prestadora de Serviços.
No documento inicial, a Marabraz destaca que quando o imóvel parou de ser utilizado como garantia, os bancos passaram a reduzir drasticamente limites, encarecer operações e deixar de renovar linhas de crédito, o que dificultou a sustentação do atual modelo financeiro da empresa.
Perguntada sobre alternativas e expectavas a partir da recuperação, a Marabraz, em nota, ressaltou que "a medida representa uma decisão responsável para promover a reestruturação da operação, organizar compromissos e criar condições para a continuidade dos negócios, [...] a empresa permanece em operação, com lojas abertas e reafirma seu compromisso com a transparência". Também expressaram a prioridade em preservação de empregos e relações com clientes, fornecedores e parceiros.
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