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Se os prédios de uma cidade ajudam a contar a história dela, Curitiba aos poucos muda seu perfil tradicionalista. A taxa de vacância da cidade no primeiro trimestre de 2026 foi de 12%, coerente com a margem dos últimos dois anos, ainda que seu estoque A e A+ cresça timidamente, o ritmo ajuda a manter os índices nivelados.
Com um estoque atual de 388 mil m², o mercado de escritórios de Curitiba tem predominância em ativos classe B (48,63%), se comparados individualmente com os de padrões A e A+. Essa característica dita muito da sua atratividade para locações.
Enquanto regiões como o eixo central concentra a maior parte de ativos classe B, é possível observar outras áreas emergentes, como Rebouças e Água Verde, com predominância de ativos A e A+.
Para Fábio André Oliveira, sócio e diretor de desenvolvimento da Invescon, o movimento reflete o desejo das empresas locatárias de investirem em funcionários, garantindo mais serviços em volta do ativo e facilidade de locomoção “É interessante para essas empresas, pensando na qualidade de vida, oferecer um local de trabalho de fácil acesso. Estar em uma região arborizada e agradável, como o Batel, contribui para o bem-estar de quem trabalha ali”, explicou.
Os segmentos também têm suas preferências, um exemplo é o setor de telecomunicações, que em três anos apresentou redução na cidade de 67,66%, enquanto empresas de bens de consumo subiram 34,45%.
Instituições governamentais detêm a maior área, com 49 mil m², sendo majoritariamente de prédios classe B. Finanças e Tecnologia vêm logo atrás, com a diferença de terem maior aderência para unidades nos modelos A e A+.
Fábio ressalta que o mercado precisa acelerar para que a quantidade de ativos acompanhe a demanda “Pela ausência de oferta de área A+, a alternativa eventualmente para essas empresas acaba sendo ir para outros imóveis. O que se lança vai ser ocupado, e claro, eventualmente tem uma questão de tempo até essa absorção acontecer, mas já está sendo ocupado”, destacou.
Respectivamente com 32 mil m² e 29 mil m², as áreas de finanças e tecnologia já declararam sua necessidade a cidade, resta aguardar que os ativos reajam à altura.
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