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Consumo interno e exportação impulsionam o crescimento da logística refrigerada no país, que atende desde produtos do agro à indústria farmacêutica, porém as empresas que atuam no setor dependem cada vez mais de criatividade e inovação para se adaptarem a falta de estrutura e espaços para suas demandas em território nacional.
Segundo a Fortune Business Insights, o mercado global de refrigerados foi avaliado a cerca de US$ 4,46 bilhões em 2025, com a previsão de chegar até a US$ 8,34 bilhões até 2034, entrando em uma crescente impulsionada por alimentos, fármacos, sementes e produtos industriais.
Para Marcelo Ostrowski, diretor comercial Brasil da Emergent Cold LatAm, o país responde esse aumento com entusiasmo e protagonismo, mas debates para o desenvolvimento de uma infraestrutura específica para abrigar as operações ainda têm pouco espaço.
Galpões refrigerados representam 14,16% dos mais de 37 milhões m² do Brasil, com predominância no Sudeste, que concentra 81,6% da abl total. O diretor destaca que as localizações refletem diretamente as necessidades de uma estrutura de refrigerados, como a qualidade da rede elétrica e mão de obra especializada, licenças e permissões de órgãos sanitários. No entanto, o que mais pesa para a expansão é a disponibilidade de ativos qualificados.
“Existe escassez de ativos com as especificações técnicas certas, especialmente fora dos grandes centros logísticos. Operações que tentam emitir permissões e licenças depois da construção encontram obstáculos maiores”.
A demanda crescente não acompanha a disponibilidade de espaços, que já sofre de escassez geral. Dados do Market Analytics da SiiLA mostram a luta por inquilinos para ocuparem ativos qualificados, uma vez que a vacância caiu para 4,42%, o menor nível da história. Outra característica é a concentração de ativos refrigerados classe A+ para esse perfil de operação, com mais de 2 milhões m² do total de 5,3 milhões m².
A adaptação de espaços já existentes nem sempre é efetiva, já que mesmo com grandes investimentos para readequação de espaços, as necessidades técnicas tendem a barrar em pontos estruturais do projeto original, fazendo com que o BTS seja a opção mais viável. “Em muitos casos, a infraestrutura existente foi projetada para uma realidade diferente da atual e não acompanha o crescimento do volume movimentado nem as novas exigências dos clientes em termos de eficiência, rastreabilidade e sustentabilidade”, comenta Ostrowski.
O cenário desafiador pede investimentos por uma lógica em cadeia que abrange localização e infraestrutura ampla em outros pontos do país. Marcelo destaca que a necessidade é um forte propulsor para que o mercado direcione esforços aos setores.
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