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O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Luiz Augusto Faria do Amaral e José Alves Neto, fundadores da TRX, por suposta gestão fraudulenta envolvendo o FIP TRX Desenvolvimento Imobiliário I. A acusação aponta um prejuízo estimado entre R$ 17,9 milhões e R$ 18,9 milhões.
A denúncia atual não envolve o TRXF11 e trata de operações realizadas antes da criação do atual fundo imobiliário. O caso ainda será analisado pela Justiça e não há condenação dos executivos. A TRX rejeita as acusações e afirma que as operações seguiram as regras vigentes à época.
Esse novo episódio chega em um momento especialmente delicado para a gestora. Nas últimas semanas, a TRX passou de uma sequência de anúncios bilionários de expansão para queda das cotas, questionamentos sobre sua emissão e mais de R$ 3 bilhões em negociações canceladas.
Segundo o MPF, uma participação imobiliária do FIP teria sido vendida em 2015 por R$ 23 milhões para uma empresa relacionada à estrutura da TRX. A investigação aponta que o ativo teria valor econômico próximo de R$ 36,6 milhões.
Também são investigados empréstimos sem juros e correção monetária entre empresas do fundo e companhias ligadas ao grupo. A TRX afirma que os fatos ainda estão sob análise da CVM e que o mérito da denúncia sequer foi julgado.
Veja o comunicado da TRX na íntegra:
“A TRX e seus executivos rejeitam integralmente as infundadas acusações e as inverídicas irregularidades apontadas e afirmam que as operações questionadas — realizadas há mais de dez anos, em período anterior à própria constituição do TRXF11 — foram conduzidas com transparência e em total acordo com a legislação e com as normas regulatórias vigentes à época.
Os fatos objeto da denúncia ainda seguem em averiguação na CVM, sem qualquer conclusão, e o mérito da denúncia apresentada ao Judiciário somente será analisado após o recebimento da denúncia e da fase de produção de provas, se o processo tiver seguimento.
A TRX e seus executivos estão tranquilos quanto à regularidade de sua atuação e, caso a denúncia venha a ser recebida, apresentarão sua defesa nos fóruns competentes, com a convicção de que os esclarecimentos demonstrarão a correção das operações realizadas.”
Em agosto, o TRXF11 estava envolvido em uma estratégia que envolvia R$ 4,2 bilhões em novos ativos, projetos e negociações, ao mesmo tempo em que realizava uma emissão a R$ 94,39 por cota.
Em 24 de agosto, a cota chegou a R$ 70,65, acumulando queda de 31,9% no ano. Especialistas também levantaram dúvidas sobre a precificação da emissão e a velocidade das aquisições.
Pouco depois, a expansão começou a perder peças. Primeiro, TRX e Catuaí cancelaram uma negociação de R$ 1,033 bilhão envolvendo participações no Pátio Victor Malzoni e no Vista Faria Lima.
Dias depois, caiu também um potencial operação de aproximadamente R$ 2,14 bilhões com a Cyrela. Em menos de uma semana, mais de R$ 3 bilhões deixaram o pipeline da gestora.
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