DHL: falta de Big Box no mercado logístico impacta competitividade de preços; entenda o conceito
- Nome "Big Box" vem justamente pelo formato em comum desses espaços, que se assemelham à "grandes caixas", como sugere a tradução do termo

Gigantes do setor logístico, como a DHL, líder global em armazenagem e distribuição, demandam muitos espaços para acolher a enorme quantidade de cargas que transportam e armazenam.
A DHL movimenta pelo País milhares de toneladas de carga e possui parcerias com indústrias e empresas para garantir a qualidade na armazenagem dos produtos.
Um problema, no entanto, vem incomodando a companhia por aqui. A falta de condomínios logísticos no modelo "Big Box". O termo, de acordo com a própria multinacional, define espaços acima de 15 mil metros quadrados, não modulados, destinado especialmente para grandes operações.
O nome "Big Box" vem justamente pelo formato desses espaços, que se assemelha à "grandes caixas", como sugere a tradução do termo.
Em entrevista ao portal REsource, da SiiLA, o diretor de Corporate Real Estate Américas da DHL Supply Chain, Danilo Marcuci, confirmou que, apesar do Brasil ter, ao longo dos últimos anos, evoluído muito no setor com a construção e operação de galpões de grande porte, ainda é necessário investir mais em condomínios do tipo "Big Box". "É nítida a necessidade em se aguardar longos prazos ou receber baixa oferta de galpões maiores para determinados negócios", comenta.
Ocupação atual da DHL no Brasil
De acordo com dados da SiiLA referentes ao segundo trimestre deste ano, a DHL e a DHL Express ocupam, atualmente, 16 condomínios logísticos de classes A+, A e B monitorados pela plataforma Market Analytics no Brasil.
A ocupação total da empresa nos imóveis monitorados vem crescendo a passos largos nos últimos anos e hoje está em 237,4 mil metros quadrados.
Entre os galpões onde a DHL mais ocupa, está o CY.log Modal Extrema I, de classe A. Por lá, a DHL mantém um espaço de mais de 91,6 mil metros quadrados, correspondente a cerca de 38% de toda a operação da multinacional nos ativos logísticos das classes citadas acima.
Em junho deste ano, vale destacar, a DHL, em parceria com a Sanofi, empresa de saúde, anunciou um novo centro de distribuição (CD) na cidade de Extrema (MG). Ele fica localizado dentro de seus ativos logísticos, às margens da Rodovia Fernão Dias, o novo galpão conta com docas para carga e descarga, além de três tipos de espaços de armazenagem: carga climatizada com temperatura entre 15° e 25°, antecâmara para manuseio de 8° a 16°, e refrigerada de 2° a 8°.
A instalação foi construída do zero e possui todas as autorizações, licenças e certificações necessários para armazenagem e recebimento de produtos de saúde, inclusive todos os tipos de medicamentos.
A DHL e a Sanofi já são parceiras na operação de um centro de distribuição em Guarulhos (SP).











