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Na última terça-feira (15), o fundo de investimento imobiliário TRBL11, informou que um de seus imóveis, um galpão destinado à operação dos Correios em Contagem, Minas Gerais, está interditado devido a danos estruturais que colocam em risco a integridade do ativo.
O empreendimento, é um galpão isolado entregue em 2020, e é o maior ativo do portfólio do fundo, representando 45,6% da receita. Com 56 mil m² de área construída e 65 mil m² de pátio de manobras/estacionamentos, o que o fundo considera como 121 mil m² de área bruta locável, o ativo foi desenvolvido no modelo Built-to-Suit (BTS) para a estatal sob um contrato de 15 anos.
No comunicado divulgado, foi apresentada uma linha do tempo dos acontecimentos. Em 10 de outubro, o locatário notificou a suspensão parcial das operações no imóvel "devido ao recalque de placa de vedação".
Na segunda-feira (14), o Fundo foi informado, após vistoria, de que todas as operações no imóvel deveriam ser interrompidas. No comunicado, a Rio Bravo destacou que o locatário não apresentou relatório técnico justificando a interrupção.
“O Locatário não apresentou nenhum relatório técnico que justificasse a interrupção da sua atividade. Por outro lado, o Fundo possui relatórios de engenharia que atestam a regularidade do Imóvel”, afirmou o fato relevante publicado no dia.
Os Correios informaram que o imóvel está desocupado e que a operação da companhia não foi afetada.
“O imóvel onde funciona o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas dos Correios em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), foi desocupado pela estatal no último dia 11, de maneira preventiva, devido ao aumento das chuvas na região. A medida não trouxe qualquer impacto para as operações, já que há um plano estabelecido de continuidade de negócios. Vale destacar que o prédio foi contratado pela gestão anterior dos Correios, mas a diretoria atual está tomando todas as providências para garantir a segurança dos profissionais que trabalham no local, mantendo também a qualidade das atividades desenvolvidas na unidade.”
Embora o documento emitido pelo FII não informasse quais problemas levaram à interdição, o REsource obteve, com exclusividade, o relatório da Defesa Civil de Contagem.
Foram identificados três problemas estruturais graves no empreendimento: (1) deslocamento do piso; (2) rachaduras nas paredes; e (3) desgaste nas juntas de dilatação.
O piso interno do edifício apresentou um deslocamento visível, indicando um possível movimento estrutural. O relatório menciona que o desnível pode afetar a estabilidade da construção.
Diversas rachaduras nas paredes, algumas superiores a três centímetros, foram observadas. As juntas de dilatação mostram sinais de desgaste e deslocamento, o que sugere que o prédio pode estar sendo submetido a esforços superiores aos previstos no projeto.
"A edificação apresenta indícios severos de movimentação estrutural, com risco potencial de comprometimento da segurança. Recomenda-se a realização de uma análise estrutural detalhada por uma equipe de engenharia especializada, com a possibilidade de reforços ou intervenções urgentes. Enquanto as análises mais profundas são conduzidas, sugere-se a interdição temporária do edifício para garantir a segurança dos ocupantes", destacou o relatório da defesa civil.
"A área total interditada representa aproximadamente 6% da área bruta locável do Imóvel, e não impede a utilização do restante do Imóvel pelo Locatário. O Fundo, por meio da equipe técnica contratada, apresentará um projeto e um plano de ação para atender as solicitações da Defesa Civil e, consequentemente, reestabelecer o pleno funcionamento do Imóvel", informa o documento.
*Matéria atualizada dia 17/10/2024 às 16:30











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