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O mercado de escritórios de alto padrão do Rio de Janeiro está em fase de recuperação após dois anos de queda. A absorção líquida, que mede a quantidade de espaços locados menos os devolvidos, foi negativa nos anos de 2020 e 2021, mas fechou o ano de 2022 com 33 mil m² positivos.
De lá para cá, o movimento "fly to quality" teve um impacto significativo nas estatísticas. Empresas estão migrando de imóveis de classe B para espaços de alto padrão, como A+ e A. Por exemplo, a varejista de moda Reserva trocou um galpão em São Cristóvão por um prédio de classe A na Orla, o Centro Empresarial Visconde de Ouro Preto (CEVOP). Recentemente, fizemos este conteúdo sobre essas movimentações na cidade do Rio de Janeiro.
Segundo dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, a taxa de vacância para lajes corporativas A+ e A ficou em 32,4% no 2T23.
Centro do RJ apresenta taxa de ocupação acima da média da cidade
O Centro do Rio sempre foi uma região comercial importante, com o maior estoque de escritórios da cidade. A taxa de ocupação para empreendimentos de alto padrão no Centro chega a 73,15%. A aquisição do edifício Serrador pela Câmara Municipal contribuiu para a redução da vacância, com 18 mil m² ocupados pelo órgão público no início de 2023.
A expectativa é de que, com políticas públicas como o Programa Reviver Centro, a região experimente um renascimento. Além disso, com o retorno ao trabalho presencial, espera-se que os colaboradores busquem moradia mais próxima de seus empregos, passando menos tempo em deslocamento.
Essa iniciativa tem como objetivo atrair mais moradores para os bairros do Centro e da Lapa, promovendo a requalificação urbana e ambiental, a conservação de edifícios existentes e a construção de novos empreendimentos imobiliários.
Os investidores estão interessados nessa oportunidade, pois os edifícios que se enquadram no plano têm acesso a uma série de benefícios, como redução do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e isenção ou suspensão de créditos tributários relacionados ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e à Taxa de Coleta Domiciliar de Lixo (TCL).
Com a combinação do Plano Diretor Revisado e do Plano Urbano Reviver Centro, o mercado imobiliário do Rio de Janeiro apresenta perspectivas positivas para o futuro, com a recuperação do setor de escritórios e a valorização dos imóveis localizados no Centro da cidade.










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