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Santa Catarina é o mercado mais caro para construir um condomínio logístico entre os 17 analisados pela SiiLA. O custo estimado de reposição chega a R$ 4.106/m² de área bruta locável, à frente de São Paulo, com R$ 3.893, e Alagoas, com R$ 3.795. Na outra ponta está a Paraíba, com R$ 2.406/m². A distância entre os extremos é de aproximadamente 71%.
Em um empreendimento hipotético de 10 mil metros quadrados de área locável, essa diferença representaria cerca de R$ 17 milhões. A comparação considera as premissas do levantamento e reúne gastos com terreno, terraplanagem, construção, despesas adicionais de desenvolvimento e contingência.
O terreno ajuda a explicar as diferenças regionais. Em Alagoas, o preço médio apresentado é o maior da amostra: R$ 787/m² de terreno. Embora o estado tenha um dos menores custos de obra, termina com o terceiro maior custo total de reposição.
"Um galpão vale pela renda que gera. Por isso, não basta saber quanto custa construir. A pergunta certa é se o aluguel que o mercado paga hoje justifica esse custo. Quando o valor do imóvel, calculado a partir da renda, supera o custo de reposição, há espaço para novos projetos. Quando fica abaixo, o mercado está dizendo que ainda não paga o suficiente para que se construa ali", afirma Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA.
O custo elevado, contudo, não se traduz automaticamente em maior valor de venda. Ao cruzar a reposição com os valores estimados a partir da renda de mercado, a SiiLA identifica diferenças positivas em 14 dos 17 mercados, considerando um cap rate médio de 7,5%. A diferença média é de R$ 457/m².
Santa Catarina apresenta o maior resultado negativo. O valor de venda é de R$ 3.540/m², cerca de R$ 567 abaixo do custo de reposição. Alagoas e Goiás também registram valores inferiores ao custo, com diferenças negativas de aproximadamente R$ 293/m² e R$ 149/m², respectivamente.
No Amazonas, ocorre o inverso. O valor estimado de venda chega a R$ 4.187/m², diante de um custo de reposição de R$ 2.746. A diferença positiva de R$ 1.441/m² é a maior do levantamento e equivale a 52,5% do custo. Paraíba e Minas Gerais aparecem em seguida, com diferenças de R$ 928/m² e R$ 918/m².
São Paulo, o principal mercado logístico nacional, apresenta uma distância positiva mais moderada, de R$ 433/m², equivalente a 11,1% do custo. O Paraná está próximo do equilíbrio: seu valor modelado supera a reposição em apenas R$ 38/m², ou 1,1%.
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