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O valor médio dos novos contratos de condomínios logísticos ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos R$ 30/m². Dados do Market Analytics, da SiiLA, mostram que as transações atingiram R$ 30,01/m² em 2026, o maior patamar da série histórica.
O valor representa uma alta de quase 8% em relação à média de R$ 27,85/m² registrada em 2025. Também está aproximadamente 15% acima do Valor de Mercado nacional, atualmente calculado em R$ 26,02/m².
A valorização ocorre em um mercado com pouca disponibilidade. A vacância dos condomínios logísticos das classes A+, A e B caiu de 6,05% no primeiro trimestre para 4,42% no segundo trimestre de 2026, o menor percentual desde 2016.
No período, foram absorvidos liquidamente 888 mil m², enquanto 388 mil m² de novos galpões foram entregues. Mercado Livre, Shopee e Amazon ajudam a sustentar essa demanda: juntas, as empresas ocupam aproximadamente 4,8 milhões de m², quase 16% do estoque nacional monitorado pela SiiLA.
O Mercado Livre lidera isoladamente, com cerca de 2,99 milhões de m² ocupados. Entre suas operações recentes estão as locações de 125,1 mil m² no Zolver Bandeirantes e de 63,1 mil m² no KSM Log Guarulhos I. A Shopee, que ocupa aproximadamente 1,14 milhão de m² no país, alugou 100,8 mil m² no BRZ 386 Logistics Park e 53,7 mil m² no Parque Logístico Guarulhos II.
A Amazon aparece na terceira posição entre as empresas de digital fulfillment, com cerca de 685 mil m² ocupados. Outros setores também contribuíram para o desempenho, especialmente transporte e logística, que registrou 593 mil m² de absorção líquida nos últimos 12 meses.
Em 2025, os condomínios logísticos brasileiros movimentaram uma receita estimada de R$ 7,7 bilhões com locações. O montante, tratado pela SiiLA como o “PIB do real estate logístico”, cresceu quase 20% em relação aos R$ 6,43 bilhões registrados no ano anterior.
A renda gerada pelos galpões mais do que quintuplicou em menos de uma década. Em 2016, o indicador era estimado em R$ 1,48 bilhão.
O Sudeste concentra aproximadamente R$ 6,1 bilhões, equivalentes a 79% da receita nacional. A região também gerou R$ 3 bilhões em novas receitas ao longo de 2025.
Apesar do cenário favorável, uma nova onda de oferta começa a se formar. O país possui 5,9 milhões de m² projetados para os próximos dois anos, volume equivalente a quase 20% do estoque atual.
Depois do Sudeste, o Nordeste é a região que mais contribui para o “PIB dos condomínios logísticos”. A receita regional chegou a R$ 750 milhões em 2025, crescimento próximo de 19% em relação aos R$ 628 milhões do ano anterior.
O resultado coloca o Nordeste à frente do Sul, que movimentou R$ 653 milhões. A região também gerou R$ 343 milhões em novas receitas, quase o dobro dos R$ 178 milhões registrados no mercado sulista.
O avanço regional também tem participação das grandes plataformas de comércio eletrônico. Mercado Livre, Amazon e Shopee são os três maiores ocupantes de condomínios logísticos do Nordeste, com aproximadamente 300 mil m², 203 mil m² e 185 mil m², respectivamente.
Somente no trimestre, o Mercado Livre realizou novas locações no Armazenna 4 Centro Logístico, em Pernambuco, no Log Fortaleza III, no Ceará, e no Log Maceió, em Alagoas. As operações reforçam a interiorização e a diversificação geográfica da infraestrutura de distribuição dessas empresas.
A expansão deve continuar: há 714 mil m² de novos galpões projetados, equivalentes a quase 22% do estoque nordestino. Atualmente, a região apresenta vacância de apenas 3,89%, abaixo da média nacional.











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