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Credit Suisse encerrou o mês de maio com a compra e venda de ativos no Rio de Janeiro, para seu FII de ativos logísticos, o HGLG11. No fato relevante, divulgado no dia 31 de maio, foi anunciada a compra do Syslog Galeão e a venda do HGLG WL.
A compra e venda, segundo o comunicado, faz parte de uma estratégia de parceria com o fundo da XP Investimentos, o XPLG11. O Syslog Galeão pertencia ao fundo da XP, já a XP adquiriu a parcela vendida pelo HGLG11 – cada fundo vendeu 49% de seus ativos.
O HGLG11 está adquirindo, o equivalente, a 27,9 mil m² do Syslog Galeão por R$ 88 milhões pagos em três parcelas, sendo a primeira no ato da compra, R$ 44 milhões, a segunda 12 meses depois e a terceira 18 meses depois do primeiro pagamento, ambas de R$ 22 milhões.
Já a venda do HGLG WL será de R$ 79 milhões, também dividido em três parcelas, nas mesmas condições de compra do Syslog Galeão, porém com a primeira parcela de R$ 39 milhões e as duas últimas de R$ 19.9 milhões cada.
O CAP RATE das transações são baixos, o do Syslog Galeão é de 6,06% e do HGG WL é de 5,95%.
Dados mostram que desde que os fundos assumiram o comando dos empreendimentos, em 2020 e 2021, o desempenho dos ativos melhoraram. O Syslog Galeão, comprado da HSI pela XP, teve uma queda grande em sua vacância.
Já no empreendimento vizinho, antes administrado pela GLP, mesmo com a compra pela Credit Suisse, teve uma queda na vacância menos agressiva, porém ainda sim visível. Desde 2023, ambos ativos seguem estagnados.
O que pode causar estranheza é que a compra foi motivada por concorrência. Ambos os ativos concorrem entre si, visto que eles são, literalmente, vizinhos. De acordo com o fato relevante, a proximidade dos dois gerava uma “concorrência predatória”.
Definida como uma parceria comercial e técnica, o plano de governança irá alinhar a exploração e administração de ambos os ativos.
“Nesse contexto, a transação envolve além da compra e venda de frações ideais dos imóveis - que foi precificada de forma neutra em termos de rentabilidade implícita para ambos os fundos - uma parceria comercial e técnica entre HGLG e XPLG no âmbito da gestão de ambos os empreendimentos. Foi desenvolvido entre as partes um plano de governança que será executado em conjunto a partir dessa data, para que os interesses de administração e exploração dos imóveis estejam alinhados com o objetivo de entregar o melhor retorno para ambos os fundos, tanto do ponto de vista de despesas, quanto do ponto de vista de receitas, gestão de demandas e investimentos”, afirma o fato relevante.
O documento ainda definiu a região de Duque de Caxias como desafiadora e que os players da região enfrentam uma vacância alta. Dados do Market Analytics mostram que a região de Duque de Caxias possui 19,7% de vacância em ativos classe A+, A e B.
Enquanto a região possui a vacância de 19,7%, o mercado Fluminense possui um número bem menor, com apenas 16,2%. A região possui mais de 1 milhão m² de galpões logísticos, quase a metade do mercado, que é 2.7 milhões m².
Nenhum dos ativos envolvidos na transação possuem a vacância zerada, o HGLG possui 11% e o Syslog conta com 23%. Ambos são classe A e, entre os principais inquilinos está o Carrefour, no HGLG, e Águas do Rio, no Syslog.











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