Itaú pagará aluguel até 43,9% menor que outras grandes locações em SP
- Banco contratou 91,4 mil m² no Esther Towers, na Chucri Zaidan, por R$ 106,67/m² mensais; operações de Amazon e Nubank na Rebouças e em Pinheiros atingiram R$ 180 e R$ 190/m², respectivamente

A EZTEC confirmou, por meio de um fato relevante, a assinatura do contrato de locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco. Localizado na região da Chucri Zaidan, em São Paulo, o empreendimento possui aproximadamente 91,4 mil m² de área locável. O aluguel será de R$ 106,67/m², equivalente a cerca de R$ 9,75 milhões mensais.
Segundo uma análise exclusiva da SiiLA, o valor por metro quadrado é, cerca de, 40% abaixo em relação a transações de grande porte semelhantes.
Um dos exemplos é o contrato da Amazon no Biosquare São Paulo, na região da Rebouças. Segundo os registros da SiiLA, a empresa pré-locou o edifício em março de 2025 por R$ 180/m² mensais, cerca de 40,7% mais caro que a locação do Itaú. O aluguel total informado foi de R$ 6,72 milhões por mês por 37.3 mil m².
Outra comparação que pode ser feita é com o Nubank, a diferença chega a 43,9%. Em janeiro de 2026, a instituição pré-locou parte do Cyrela Oscar Freire, em Pinheiros, por R$ 190/m² mensais. A contratação abrange 33.1 mil m² de área BOMA, com aluguel mensal informado de R$ 6,30 milhões.
O contrato do Itaú terá duração inicial de dez anos, prorrogável por mais cinco, com início escalonado conforme a entrega de cada torre. A receita prevista nos primeiros dez anos é de aproximadamente R$ 1,17 bilhão.
Peso na região
Os 91,4 mil m² do Esther Towers representam um acréscimo de aproximadamente 9,9% sobre os 925,7 mil m² de escritórios da Chucri Zaidan. O Itaú “salvou” a Chucri Zaidan de um aumento de vacância, algo que não acontece desde 2023.
Se o complexo fosse entregue integralmente vazio, a vacância passaria de 12,33% para aproximadamente 20,21%.
Relembre o caso
Em junho de 2026, o REsource, com exclusividade, revelou que o Itaú iria locar o Alto das Nações, em um período de fechamentos de agências. Porém, em um novo desenrolar foi revelado que a instituição financeira desistiu da locação do empreendimento da EZTEC.
Na reportagem, foi informado que o Itaú ainda não havia batido o martelo, mas estava inclinado a fechar. Ao mesmo tempo, a instituição também estava sondando o Esther Towers, que, no final das contas, foi o empreendimento escolhido para ser sua nova casa.
Segundo apuração do REsource, um dos fatores que levaram o banco a mudar os planos foi o cronograma. A expectativa é que o Esther Towers obtenha o Habite-se antes do Alto das Nações, permitindo ao Itaú avançar mais rapidamente com a implantação e ocupação do novo endereço.
A diferença de prazo ganhou peso em uma negociação desse porte. Embora o Alto das Nações estivesse avançado nas conversas com o banco, a possibilidade de ocupar o Esther Towers mais cedo acabou favorecendo o empreendimento.
A chegada do Itaú também provocou uma mudança nos planos de outro potencial ocupante do Esther Towers. Um escritório de advocacia negociava espaços no empreendimento e planejava deixar o Parque da Cidade para se instalar no novo endereço.
Com o avanço das tratativas com o Itaú, o escritório precisou rever os planos e buscar uma alternativa para sua operação.
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