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O fim de 2025 consolidou um período de baixa entrega de escritórios de alto padrão em São Paulo. No segmento de ativos A+ e A, a cidade recebeu apenas 83.749 m² de novo estoque ao longo do ano, reflexo direto de um ambiente ainda cauteloso para novo estoque e da priorização de projetos já maduros.
Esse cenário, no entanto, começa a mudar de forma mais clara em 2026. As projeções indicam a entrega de 229.494 m² de novos escritórios de alto padrão, um volume 174% superior ao registrado no ano anterior. Mais do que um salto quantitativo, o movimento sinaliza a retomada seletiva do desenvolvimento corporativo, concentrada em ativos de grande porte, alto padrão construtivo e localizações estratégicas.
O crescimento do estoque em 2026 chega com projetos multiuso e alguns boutiques. O maior deles é o Alto das Nações – Torre Corporate, na Chácara Santo Antônio, que deverá adicionar 85.178 m² em uma única entrega prevista para o quarto trimestre. Sozinho, o projeto responde por mais de um terço de todo o novo estoque esperado para o ano. O empreendimento será a torre corporativa mais alta do Brasil, com 219 metros de altura.
Na sequência, o Cyrela Oscar Freire, em Pinheiros, previsto para o terceiro trimestre, incorporará 45.058 m² ao mercado, reforçando o avanço do eixo oeste como destino de escritórios de alto padrão. Já a Esther Tower – Torre A, na Chucri Zaidan, com entrega programada para o quarto trimestre, deverá acrescentar 33 mil m² à região se concretizada.
Outro destaque do ciclo é o Biosquare São Paulo, que se diferencia não apenas pelo porte — 39,2 mil m² de área BOMA —, mas pela dinâmica de ocupação. O edifício foi totalmente locado antes mesmo da entrega, em uma transação envolvendo a Amazon.
Leia mais: Amazon fecha pré-locação no Biosquare quase um ano antes do empreendimento ficar pronto.
O impacto das entregas previstas para 2026 não será homogêneo e tende a redesenhar o peso relativo de algumas regiões-chave da cidade. A Chácara Santo Antônio desponta como o principal polo beneficiado, com 97.561 m² de novo estoque. Com isso, o volume total de lajes corporativas da região deverá saltar de 276.023 m² para 373.584 m². Especialistas de mercado, no entanto, alertam para os possíveis impactos na taxa de vacância da região. Com o estoque atual, a região já mantém uma taxa de espaços vagos acima da média da cidade.
Pinheiros aparece logo atrás, partindo de um estoque atual de 329.675 m² e alcançando 408.205 m² após a incorporação de 78.530 m². O movimento confirma a atratividade da região para projetos de alto padrão, combinando localização central, infraestrutura urbana e perfil corporativo mais diversificado.
A Chucri Zaidan também permanece como um dos principais vetores do mercado, com 33 mil m² adicionais, elevando seu estoque total para 846.569 m².
Como menção honrosa, a “queridinha” do mercado financeiro, a Faria Lima, deverá receber 11.853 m², totalizando 548.602 m². Já o Itaim Bibi terá a menor adição prevista, com 8.550 m², alcançando um estoque total de 62.986 m².










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