CONTEÚDO EXCLUSIVO
Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

O mais recente calvário da Prologis vem da cidade de São João do Meriti, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A saga começou em julho de 2025, quando fortes chuvas atingiram o município, o que provocou alagamentos, os quais foram atribuídos a obra do Prologis Dutra RJ II.
Na época, a empresa e a prefeitura realizaram uma reunião para discutir medidas emergenciais e estruturais para o sistema de drenagem do bairro afetado, Venda Velha. Porém, pouco efetivo.
Por conta de tais acontecimentos, a prefeitura de São João do Meriti entrou com uma ação civil pública contra a companhia de Armando Fregoso. Segundo os registros do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o valor da causa é de R$ 9.5 milhões.
Sete meses depois dos acontecimentos de 2025, em fevereiro de 2026, outra enchente afetou a região, causando a morte de uma idosa por afogamento e mais de 600 moradores desalojados. O temporal fez com que a cidade entrasse em estágio 5 de alerta, chegando a um volume acumulado de 105,4 mm de chuvas em 24 horas. Fator que agravou o processo contra a companhia.
Não é apenas o prejuízo que a prefeitura está alegando. O Município afirma que o empreendimento está sendo construído com alterações que não estavam previstas no projeto aprovado. Segundo o processo, há uma divergência na área informada e uma insuficiência no sistema de drenagem.
Além disso, a impermeabilização do terreno e a construção de muros, alteraram o escoamento das águas. Apesar de não ser o causador das enchentes, o município sustenta que a obra da Prologis é uma concausa dos alagamentos de 2025 e 2026.
Ao REsource, a prefeitura informou que tentou resolver com a empresa amigavelmente, porém, a companhia não cooperou.
“A Prefeitura de São João de Meriti informa que a questão que envolveu o licenciamento e os impactos do empreendimento no entorno relativos à empresa Prologis foram desatendidos reiteradamente pela empresa, o que não deixou outra alternativa a não ser a ação civil pública movida contra a empresa. [...] O assunto é tratado como da maior relevância para o Poder Executivo e considerado como de contencioso estratégico para a Procuradoria do Município, espera-se ao final desta ação ter a questão finalmente resolvida, sobretudo, mas não somente, quanto aos impactos de vizinhança”, afirmou em nota ao REsource.
Já a Prologis não respondeu os questionamentos enviados pelo REsource. Mas, no processo, a companhia questiona as alegações da prefeitura. A empresa nega a correlação entre a obra e as enchentes, as alegações de impermeabilização do solo, efeitos dos muros e a insuficiência no sistema de macrodrenagem.
Até a data de publicação dessa reportagem (13), o processo ainda está em movimento, sem sentença. Atualmente, está sendo realizada uma perícia técnica ambiental e hidrológica.
Não é a primeira vez que a empresa sofre com um processo semelhantes. Em São Paulo, a Prologis foi processada em Cotia após um muro de contenção cair sob uma residência durante a construção de um empreendimento em 2024.
Sem fatalidades, a companhia foi acusada de alterar o escoamento das águas durante a chuva, provocando a entrada de água e lama em uma residência. A Justiça determinou a paralização da obra, mas autorizou intervenções de segurança.
O processo continua em tramitação, mas a discussão se ampliou para outros temas, como licenciamento ambiental, vegetação e urbanismo.
Fique por dentro das notícias do mercado imobiliário em nosso grupo do WhatsApp. Acesse: https://bit.ly/REsourceWpp











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
