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Na última semana, ocorreu o desabamento de um talude na obra do galpão logístico do Patria Logística FII (HGLG11), em Simões Filho, na Bahia. O ativo está sendo desenvolvido como um built- to-suit (BTS) para atender às operações do Mercado Livre. No incidente, não houve feridos.
O empreendimento é composto por dois galpões. O primeiro (G100), em construção em duas fases, teve a primeira etapa entregue em julho deste ano, com 39.031 m² de ABL. A segunda fase, em estágio final de obras, tem entrega prevista para 30 de setembro e contará com 34.379 m².
Já o segundo galpão (G200), ainda em fase de projeto, terá 46 mil m², mas não possui previsão de início ou conclusão das obras.
Ainda não se sabe o impacto do acidente sobre a finalização do projeto ou se ele resultará no adiamento da entrega. Em fato relevante divulgado pelo fundo, a gestora informou que a Fase 1 do G100 segue operando integralmente.
Em nota enviada ao REsource, o Patria esclareceu:
"O incidente com a contenção ocorreu na segunda-feira (18) no ativo em
obra do HGLG11 em Simões Filho (BA), após as chuvas intensas do final de
semana. Não houve vítimas ou impactos ambientais. O galpão não foi afetado,
apenas a área da contenção em execução. Todas as medidas corretivas estão sob
responsabilidade das contratadas e acompanhadas pelos consultores geotécnicos.
Vale ressaltar que, dada a modalidade de contratação da Construtora, o Fundo
não será impactado financeiramente para correção deste acidente."
Segundo o comunicado, nem o fundo nem seus cotistas devem ser impactados financeiramente. Porém, o episódio levanta dúvidas sobre possíveis atrasos na operação do Mercado Livre. Procurada pela reportagem, a empresa de e-commerce não retornou até o fechamento desta matéria.
Imagens do desabamento circularam na internet nos últimos dias. Confira o vídeo:Relatórios do fundo emitidos em maio e julho já indicavam dificuldades nas áreas externas do empreendimento, como pavimentação e contenções — problemas que, apesar de reconhecidos, não impediram a emissão do Habite-se, do AVCB e do termo de aceite da Fase 1 do G100 em junho.
A região onde o galpão foi construído é cortada por um gasoduto da Petrobras.
Segundo fontes do mercado, essa poderia ser a causa das dificuldades técnicas
nas obras de contenção.
A
equipe de jornalismo do REsource também entrou em contato com a Prefeitura e
com a Defesa Civil de Simões Filho, mas ambas as instituições disseram não ter
sido notificadas sobre o ocorrido.











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