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O Patria Investments anunciou que seu FII de escritórios, o Patria Properties (RBRP11), realizou a venda de sua participação no Edifício Castello Branco, localizado na Avenida República do Chile, no centro do Rio de Janeiro. A operação, no entanto, registrou um prejuízo expressivo para o fundo.
O imóvel, adquirido em agosto de 2015, recebeu investimentos totais de R$ 7.2 milhões, considerando o preço de aquisição, custos de transação e benfeitorias realizadas. Agora, pouco mais de uma década depois, o ativo foi vendido por R$ 4,8 milhões, um valor 34% inferior ao montante investido pelo fundo. Como resultado, o RBRP11 registrou um prejuízo em caixa de R$ 2,4 milhões, equivalente a R$ 0,20 por cota.
O desconto não se restringe ao custo histórico. A venda também foi fechada por um preço 27% inferior ao valor de avaliação do imóvel em 2025, evidenciando a dificuldade de converter o valor patrimonial do ativo no preço efetivamente aceito pelo mercado.
Além da perda de capital, a operação também reduz a geração recorrente de receita do fundo. Com a transferência do imóvel, os valores mensais de R$ 42.397 deixam de ser receita que compunha o fluxo de caixa do RBRP11.
Em seu comunicado, a gestora afirma que a venda faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio, priorizando a saída de ativos em que o fundo possui participações reduzidas e que estão localizados em regiões consideradas mais desafiadoras sob a ótica da vacância.
A participação do FII no empreendimento era pequena e seus conjuntos estavam locados para a empresa de coworking Dezker.
A região do centro do Rio de Janeiro vive um período de alta vacância, apesar de ela ter registrado o segundo trimestre consecutivo de redução. Atualmente, a região possui uma vacância de 29,19%.
Outro ponto importante de se observar é que o centro do Rio de Janeiro está mudando de rumos. O programa Reviver Centro é uma iniciativa municipal que visa transformar prédios corporativos com residenciais, como aconteceu com o edifício Mesbla, Almirante Barroso e outros.
No caso do empreendimento que pertencia ao Patria, a situação é diferente, o Castello Branco não sofre com vacância alta e seus inquilinos consistem em organizações governamentais, como a ABIN, DNIT e outros, e instituições tradicionais como o Banco do Brasil, Grupo Macro e o CAU-RJ.
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