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No quarto trimestre de 2022, a operadora de planos de saúde e hospitais Amil ocupou um andar inteiro na EZ Towers, na região da Chucri Zaidan. Na ocasião, foram 1.685 m² locados. Anteriormente, ela já ocupava sete outros andares, o que totalizou mais de 27 mil m². Porém, segundo fontes consultadas pelo REsource, a empresa está para desocupar um pouco mais da metade, 14.731 m².
Recentemente foi anunciado, de forma não oficial, que o detentor da Amil, o grupo norte-americano UnitedHealth Group (GHP), tem a intenção de vender a rede de hospitais e a operadora de planos de saúde. Atualmente, a empresa está avaliada entre R$ 10 e 15 bilhões, segundo o Bank of America Merrill Lynch (BofA).
Segundo especialistas consultados pelo REsource, não é possível afirmar se a saída parcial da empresa das lajes do EZ Towers está relacionada ao prejuízo sequencial que a companhia tem apresentado nos últimos períodos. Em nota oficial, a Amil afirma que está atuando com o programa Trabalho do Futuro e que busca otimizar o sistema de trabalho dos colaboradores de acordo com o perfil de cada um.
“O UnitedHealth Group Brasil esclarece que, desde maio de 2022, realiza o projeto Futuro do Trabalho, que utiliza três modelos: presencial (office based), teletrabalho (home based) e híbrido (flex office), sendo que nesse último há pessoas colaboradoras que se enquadram no perfil Empreendedor (que comparecem até três dias no escritório por semana) e outras, no Conectado (até dois dias por semana no escritório), conforme alinhamento com seus gestores diretos. O objetivo principal do projeto é proporcionar uma utilização melhor e mais eficiente dos espaços de trabalho corporativos. O sucesso dessa iniciativa reduziu a necessidade de posições nos escritórios da companhia”, afirma a nota.Não é a primeira vez que o UnitedHealth Group tenta realizar a venda da Amil. Em 2022, a GHP tentou dividir os serviços da operadora e vender 340 mil contratos de convênio individual por R$ 2,3 bilhões, mas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) barrou o processo.
Segundo o site oficial, a Amil possui 19 unidades hospitalares, 5,4 milhões de beneficiários e mais de 1,6 mil hospitais credenciados. Porém, pelo quinto trimestre consecutivo, a rede apresenta o pior resultado entre as operadoras de saúde, segundo a ANS. Dados mostram que, no segundo trimestre deste ano, a empresa apresentou o resultado líquido negativo de R$ 866 milhões. O último resultado positivo foi no início de 2021.
De acordo com reportagem da InfoMoney , a carteira de planos individuais é a principal razão do prejuízo da empresa. Os reajustes são controlados pela ANS, o que torna os planos deficitários. Do outro lado da moeda, as redes de hospitais são lucrativas, esse desequilíbrio dentro das finanças da operadora faz com que a venda seja um entrave.
A negativa do desmembramento da Amil, por parte da ANS, e a piora do mercado brasileiro de saúde, foram os estopins para que o GHP queira vender. Dados da agência de saúde suplementar mostram que o resultado líquido total das empresas de medicina de grupo foram R$ 358.748.098,78 negativos.
Sobre a possível venda da empresa, o UnitedHealth Group afirma que não comenta rumores de mercado.










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