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A dinâmica do mercado financeiro não é simples, muito mesmo previsível, há projeções e especulações, mas não são 100% certas. Alguns fundos performam bem e outros não, como é o caso do RECT11, um fundo de investimento imobiliário da REC.
Dados do Clube FII mostram que, nos últimos 12 meses, o RECT11 sofreu uma variação negativa de 27,09%*. Em uma conversa com representantes do fundo, eles atribuíram esses números a dois fatores externos: 1) as altas taxas de juros; e 2) a forma que o mercado imobiliário brasileiro é precificado.
De acordo com o Banco Central, a Selic, taxa básica de juros, dos último 12 meses caiu 3 pontos percentuais, indo de 13,75% para 10,75%. Segundo a gestora, os valores não tiveram uma redução ideal e isso não afetou apenas o RECT11, mas também outros fundos de laje.
“Com a taxa de juros do país alta, todo mundo compara os FIIs com o CDI, que possui riscos próximos ao zero, o que impacta todas as alternativas de investimento que possuem algum tipo de risco, como imobiliário. Os juros estão caindo, porém mais lento do que era esperado. Acho que esse é um fator que atrapalha, principalmente os fundos de laje”, comenta fonte que pediu por anonimato.
O segundo ponto que explicaria a movimentação do FII é a precificação. Segundo os gestores, o mercado precifica os fundos com base nos dividendos e, apesar de ser importante, eles acreditam que essa não deveria ser a métrica principal de avaliação de um ativo.
“Os fundos imobiliários, em geral, são muito precificados de acordo com o dividendo que está sendo pago. Entre aspas, hoje pouco importa o que é que está dentro do fundo. O ideal seria entender qual é o valor real do ativo, qual é custo de reposição e outras métricas de valor, além do dividendo”, defende.
É dado como exemplo um FII fictício que está pagando de 10% ao ano, ele está bem precificado, “deve-se olhar também para o metro quadrado, para o valor do tijolo. Só assim é possível entender os valores vistos nos fundos, como melhorias possíveis a serem feitas em ativos”, explica.
“É igual uma ação, ela não é precificada só por causa do dividendo, tem vários outros fatores, os FIIs deveriam ser a mesma coisa. O dividendo deveria ser um dos componentes da análise e não o único”, completa.
A principal solução que os gestores apresentam para reverter a situação atual do RECT11 é vender os ativos dentro dele. Hoje, os imóveis estão sendo comercializados a R$ 5 mil/m², um valor bastante inferior à média de mercado, que segundo a equipe de inteligência da SiiLA é de R$ 10 a 11 mil/m² em regiões como Chucri Zaidan e Vila Olimpia.
“É muito barato, se você for olhar a qualidade dos ativos. O valor patrimonial do portfólio dos imóveis é de R$ 10 mil/m². Estamos negociando a metade. Eu vejo que há duas maneiras de contornar: aumentando dividendo ou vendendo ativos por um valor alto. Com isso, você materializa esses imóveis que hoje são precificados a R$ 5 mil/m², você vai materializar eles a R$ 10 mil/m². E, assim, a cota pode eventualmente dobrar ou mais. Porém, não é fácil vender um imóvel”, contam.
Atualmente, o RECT11 possui nove ativos, sendo cinco no estado de São Paulo, dois no Rio de Janeiro, um no Distrito Federal e outro no Paraná. Sendo três A+, cinco A, um B, um C e uma casa comercial.
Ao ser questionado sobre uma possível nova captação, os gestores afirmaram que nesse momento essa alternativa está fora de questão.
*Número atualizado em 07/05/2024 - GMT: 12:42
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