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Uma das maiores tragédias climáticas no Brasil está acontecendo no Rio Grande do Sul. A soma de uma corrente intensa de ventos, chamada de cavado, um corredor de umidade vindo da Amazônia e um bloqueio atmosférico, causado pela onda de calor, resultou em fortes chuvas e inundações na região metropolitana de Porto Alegre.
Dados divulgados na hoje, quinta-feira (9), pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul revelam que são 425 municípios impactados, 164 mil pessoas desalojadas e mais de 1.4 milhão de cidadãos diretamente afetados, além de 107 óbitos confirmados e 136 desaparecidos.
Além da tragédia humana irreparável, uma sondagem parcial da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revelou que as tempestades, que começaram no final de abril, geraram mais de R$ 6,3 bilhões em prejuízos financeiros.
Um levantamento da SiiLA mostra que a região metropolitana de Porto Alegre possui 47 empreendimentos logísticos mapeados, sendo 35 dentro da área de risco divulgada pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul.
Para a CNM, o setor industrial privado está acumulando um prejuízo de R$ 183,3 milhões. Na esfera pública, o setor de infraestrutura (pontes, estradas, calçamento, drenagens urbanas etc.) está com R$ 1,4 bilhão e o sistema de transportes com R$ 39,8 milhões.
Em um comunicado ao mercado, a VINCI informou que um de seus ativos, o CD Eldorado, localizado na cidade de Eldorado do Sul, está em uma área de risco. O ativo é um galpão isolado de 15 mil m² que representa 3,9% do fundo VILG11.
“Diante da situação de calamidade do Rio Grande do Sul, informamos que o ativo CD Eldorado, localizado no estado e que representa 3,9% do portfólio, encontra-se em uma região diretamente afetada pelas enchentes. O time de gestão está monitorando a situação na região que se encontra com acesso limitado no momento de forma que ainda não é possível precisar os danos à propriedade, a qual possui seguro patrimonial. O ativo é um imóvel monousuário locado na modalidade atípica para a Ambev, com vencimento em 2029”, afirmou no comunicado.
Outra empresa que se pronunciou foi a Bresco. Na quarta-feira (8), a proprietária do Bresco Canoas informou que seu ativo foi atingido diretamente pelas chuvas e inundações. O ativo representa 5% do fundo e tem como locatário a Natura e FM Logistics e faz parte do fundo BRCO11.
“O Bresco Canoas, localizado no município de Canoas-RS e responsável por 5% da receita mensal do Fundo, foi diretamente atingido pela inundação que tomou conta da região, e as atividades de nossos inquilinos estão suspensas temporariamente. A seguradora do imóvel foi acionada e a nossa equipe de gestão imobiliária está acompanhando de perto os desdobramentos desta ocorrência em conjunto com os inquilinos e seus colaboradores.
Nos próximos dias, à medida que seja possível acessar o imóvel, apuraremos a extensão dos danos e não pouparemos esforços para minimizar o impacto das inundações e retomar as operações conjuntamente com nossos inquilinos”, finaliza.
Na apresentação trimestral da XP Investimentos, na qual eles informam o balanço de seus ativos, foi informado que o galpão localizado em Cachoeirinha, o XP Log CD Via Varejo, não foi atingido. Porém, o shopping center belo-horizontino, o Praia de Belas Shopping Center, foi diretamente afetado pelos eventos.
Até o presente momento outros fundos que possuem imóveis na região não se manifestaram sobre o assunto.
Segundo uma apresentação realizada pelo governador Eduardo Leite, na terça-feira (7), o Rio Grande do Sul utilizará R$ 200 milhões em recursos emergenciais para reconstruir as áreas afetadas.
Os valores serão divididos para o Fundo a Fundo da Defesa Civil, R$ 70 milhões, ao Volta por Cima, R$ 50 milhões distribuídos para 20 mil famílias do CADÚNICO, R$ 10 milhões para a Saúde, R$ 40 milhões para reconstrução de estradas e R$ 30 milhões para o pagamento de Aluguel Social para 75 mil famílias.
#ajudars
🚨 Diante
da situação de calamidade pública enfrentada pelos gaúchos, o governo do Estado
reativou o canal de doações para a conta SOS Rio Grande do Sul. Foi
restabelecida a chave PIX (CNPJ: 92.958.800/0001-38), a mesma utilizada no ano
passado, vinculada à conta bancária criada pelo Banrisul. Mais informações
no Instagram
do Governo do RS
⚠️ Atenção: quando realizar a operação, confirme que o nome da conta que aparece é “SOS Rio Grande do Sul” e que o banco é o Banrisul.











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