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Segundo a plataforma de análise de dados da SiiLA, Market Analytics, a taxa de vacância nacional de condomínios logísticos A+, A e B no segundo trimestre era 8,29%, e na região Sul do país ela estava menor ainda, em 3,96%. O estoque total dos três estados (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) é de 2.376.109 m².
Ao fazer um recorde ainda mais regional, o estado do Paraná possui uma vacância de 1,16% e possui quase a metade do estoque total da região, são 1.012.097 m². O estado concentra, majoritariamente, empresas do setor de Transporte e Logística, Bens de Consumo e Produtos Industrializados, que juntas, ocupam 89% do estoque disponível.
Em Santa Catarina, a taxa de vacância é de 3,04%, para um estoque de 838 mil m² de empreendimentos logísticos. O mesmo padrão pode ser visto entre os segmentos dos inquilinos que ocupam mais espaço.
Diferente dos outros dois estados da região, o Rio Grande do Sul possui um perfil diferente. A taxa de vacância é maior, 10,8%, e um estoque total bastante reduzido na comparação com os seus vizinhos, 525.993 m². Outra diferença é o perfil de ocupação, nesse caso, empresas de Bens de Consumo são as maiores inquilinas, seguidas pelo setor de Transporte e Logística.
Para Rodrigo Demeterco, CEO da Capital Realty, empresa especializada em incorporação e administração de condomínios logísticos em toda a região Sul do país, o Rio Grande do Sul é um local à parte, com operações logísticas diferentes das demais e a razão disso é sua posição geográfica.
“O Rio Grande do Sul possui uma característica diferente. Ele é um mercado que fica muito na ‘ponta’, depende muito de si mesmo. Santa Catarina, por exemplo, também atende o Rio Grande do Sul e Paraná, tem uma certa flexibilidade. Já o Paraná, também atende o Sudeste e o Centro-Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul vive com ele mesmo”, conta Demeterco.
O CEO afirma que a região do RS é desafiadora, e acrescenta que a empresa possui alguns empreendimentos que vêm sendo trabalhados há um tempo, mas por conta desse isolamento geográfico a taxa de vacância é maior que a média nacional, o qual define como “um mercado um pouco mais sensível”.
A Capital Realty possui quatro condomínios logísticos, dois no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina e outro no Paraná. Sendo o Mega Intermodal Canoas ainda em construção e mais duas expansões, uma no Mega Centro Logístico – Itajaí, em Santa Catarina, e outra no empreendimento de mesmo nome em Curitiba, Paraná.
A taxa de vacância anual da região Sul está em queda desde 2020, a qual era 10,32%. O crescimento do e-commerce (categorizado como Bens de Consumo na plataforma Market Analytics), que é um dos maiores ocupantes, e responsável por essa diminuição.
Demeterco conta que, além do crescimento das comerciantes digitais, a necessidade das empresas de estarem mais próximas aos centros consumidores é um fato importante a ser analisado. “Há 20 anos, o mercado de galpões era muito concentrado no Sudeste e de lá os produtos eram enviados para o resto do país. Mas agora, com o desenvolvimento fora do eixo Rio-São Paulo, se criou a necessidade de estar mais presente”, diz.
Antônio Pereira, gerente comercial da Perini Business Park, atribui uma porcentagem desse crescimento à pandemia junto com o e-commerce. “Nós podemos acompanhar de perto a diminuição da nossa metragem disponível e, principalmente, a procura das empresas de e-commerce por espaço.”
O Perini Business Park é um condomínio logístico multifuncional em Joinville, Santa Catarina. O empreendimento, que está em expansão, possui 269.011 m² de ABL e 96,82% de participação em dois fundos, FIIB11 e FPP Andrômeda FII.
Considerado o maior parque empresarial multissetorial da América do Sul, o empreendimento nasceu focado na indústria, mas hoje expandiu seus negócios e agora possui ambulatório, restaurantes, farmácias, padarias, prédios de escritórios e abriga o polo de Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina.
Além da proximidade com as principais rodovias do país, Pereira afirma que um dos atrativos do empreendimento é que ele é um “mundo à parte” e que se inspiraram em complexos multissetoriais de outros países para criar o Perini Business Park.
“Santa Catarina é o segundo Estado com maior concentração de centros tecnológicos, o primeiro é São Paulo. Nós do Perini, fomos conhecer diversos parques de inovação no mundo e pegamos Barcelona como exemplo. Assim criamos um Hackathon (evento que reúne profissionais de tecnologia), chamamos pessoas de diversos setores e perguntamos para eles ‘o que deveria ter e o que precisa ter em um parque tecnológico?’”, conta.











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