Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Quando falamos em tecnologia, é natural pensarmos em soluções que facilitam o nosso dia a dia no ambiente digital: comunicação instantânea, organização de tarefas, ferramentas como ChatGPT, Excel e Word, além de aplicativos como Uber e iFood. Tudo isso já faz parte da forma como trabalhamos e vivemos.
Mas a tecnologia hoje vai além das telas e já impacta diretamente o mundo físico. Ela passou a transformar também a maneira como os edifícios são utilizados, tornando os escritórios corporativos mais eficientes, mais atrativos para o mercado e, consequentemente, mais rentáveis.
De acordo com Mário Verdi, CEO da Deskbee, os custos operacionais somados ao valor do metro quadrado fazem do Real Estate o segundo maior gasto das empresas, atrás apenas da folha de pagamento. “Por isso, a demanda por um escritório otimizado não é apenas uma questão de conforto ou inovação, mas de redução direta de custos e aumento de eficiência”, afirma. Nesse contexto, plataformas de reserva de salas e estações sob demanda surgem como ferramentas que organizam a rotina dos colaboradores e tornam a gestão dos espaços mais estratégica.
Para Flávio Pimentel, CEO da Neowrk, esse movimento também marca o fim de uma lógica histórica do setor. “Durante décadas, os escritórios foram dimensionados a partir de uma equação simples entre número de colaboradores e metragem, sem qualquer compreensão real da demanda e do uso dos espaços. Hoje, essa ineficiência se traduz em custo direto e risco estratégico”, analisa.
Mais do que softwares operacionais, os dados passaram a orientar decisões estratégicas: expansão ou redução de áreas, mudanças de layout, redesign dos ambientes e até realocação de escritórios. “O escritório passa a funcionar como um hub de hospitalidade, concentrando múltiplas funcionalidades ligadas à jornada do usuário”, afirma Verdi.
Nesse cenário, ganha força o conceito de Activity Based Working (ABW), que defende que o modelo de trabalho deve ser estruturado a partir da natureza das atividades. São as tarefas que definem quem utiliza um espaço, por que ele é necessário e como deve ser configurado. “Não faz mais sentido buscar uma relação próxima de 1:1 entre mesas e colaboradores. O espaço precisa refletir a dinâmica real de trabalho”, destaca Pimentel.
Enquanto muitas empresas ainda associam tecnologia a sistemas de reserva, Pimentel diferencia agendamento de gestão. Para ele, o futuro está em plataformas que entendem o uso real dos ambientes sem exigir ações constantes dos usuários. “É a leitura passiva da ocupação que permite decisões mais precisas, reduz desperdícios e orienta reformas de forma preditiva, e não apenas reativa.”
Além disso, essa inteligência impacta diretamente custos operacionais. Entre os ganhos estão a redução do consumo de energia, especialmente com ar-condicionado em áreas pouco utilizadas, maior eficiência em contratos de limpeza e manutenção, menor desgaste de mobiliário e até a diminuição de chamados internos relacionados a conforto térmico, ruído e qualidade do ar.
Outro ponto essencial é a experiência do colaborador, que busca bem-estar, engajamento e produtividade. “O colaborador só quer conseguir executar seu trabalho com conforto, tranquilidade e os recursos necessários”, afirma Verdi.
Para Pimentel, essa experiência começa no básico. “Não existe engajamento se o espaço gera fricção todos os dias.” Ele reforça que conforto térmico, ruído, qualidade do ar e coerência entre expectativa e entrega são pré-requisitos para qualquer narrativa de bem-estar e produtividade.
“Imagino que a ida ao escritório terá uma rotina cada vez mais clara: você saberá por que está indo, com quem vai falar e o que vai fazer”, finaliza Verdi.







Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
