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Transações de locação em escritórios corporativos no Parque da Cidade geram conflitos por conta do baixo valor. Entenda

  • O empreendimento foi negociado abaixo do valor usualmente negociado em outros andares do complexo 
Christofer Mariano, diretor de locação da RealtyCorp, responsável por conduzir a transação da Melitta no Parque da Cidade
Christofer Mariano, diretor de locação da RealtyCorp, responsável por conduzir a transação da Melitta no Parque da Cidade
Por: SiiLA News
05/12/2023

Em um terreno de 82 mil m², o complexo Parque da Cidade é um dos projetos mais recentes e o mais robusto entregue na capital paulista nos últimos anos. São 5 torres corporativas, 1 torre de escritórios, shoppings, hotel e torres residenciais, com parque aberto ao público, pistas de cooper, ciclovia, restaurantes, entre outros diferenciais.

Todo o projeto foi apresentado pela primeira vez pela Odebrecht, em 2012, com investimentos anunciados que ultrapassavam os 4 bilhões. Com a crise do grupo, a Odebrecht logo começou a vender suas participações no projeto. Após algumas transações de venda, as torres corporativas do projeto hoje integram o portfólio de diferentes instituições, incluindo a PREVI – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, que detém a Torre Jequitibá do complexo, com cerca de 41.689 m².

A Brookfield é proprietária única das torres B1 Aroeira, com cerca de 45 mil m² e da B2 – Paineira, com 44 mil m², e de parte da Torre C1 Sucupira, sendo que a outra parte é parte do portfólio do fundo BRCR11 (Fii BTG Pactual Corporate Office Fund).

Já na Torre B3 Jatobá, a Brookfield detém alguns andares, enquanto o resto do ativo tem lajes de propriedade da Prosini Consultoria Imobiliária, Vortx Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários, e da Granadinas Empreendimentos Imobiliários e Participações.

As torres, que foram entregues entre os anos de 2015 e 2021 vem amargurando longos períodos sem inquilinos. Hoje, olhando o complexo como um todo, a taxa de vacância das torres corporativas está em 46%. No 2º trimestre de 2021, período em que as últimas torres foram entregues, a taxa de espaço vago no complexo chegou a mais de 69%.

Então, a notícia de que as lajes estão finalmente sendo locadas é boa? Não para os grandes proprietários que desembolsaram milhões na aquisição de ativos corporativos no complexo na espera de um retorno de renda.

Lajes de proprietários de porte menor, assessoradas por empresas também de menor porte, como é o caso da Granadinas, que detém 9 andares da Torre B3, estão atraindo inquilinos como Melitta, do segmento alimentício, e Sig Combicloc, do segmento de Embalagens.

A razão é o baixo preço de locação cobrado. Hoje, a região da Chucri Zaidan traz um preço médio pedido de locação de R$102/m², para empreendimentos A+ e A. Nas regiões CBDs (sigla em inglês para Central Business Districts, ou seja, as principais regiões corporativas da cidade) de São Paulo, a média do preço pedido está em R$95/m².

Enquanto isso, a transação da Melitta, anunciada pela empresa de corretagem RealtyCorp, foi fechada no valor de R$ 50/m², conforme registro em cartório. “Isso representa uma concorrência um tanto quanto desleal para grupos que investem no desenvolvimento de empreendimentos corporativos, que visam a qualidade dos imóveis, a sustentabilidade dos empreendimentos e a qualidade na ocupação para os inquilinos”, desabafa um gestor de torres corporativas que prefere não ter seu nome divulgado. 

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