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Na terça-feira (21), Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, esteve no FII Experience 2024, organizado pelo Grupo Suno. No evento, Nicastro abriu a discussão sobre o mercado de Fundos de Investimentos Imobiliários e sua performance sob a ótica do Real Estate.
Além da análise de dados exclusiva da SiiLA, o executivo dividiu o palco com Martín Jaco, sócio fundador da BGR Asset Management, onde ambos destrincharam as lajes corporativas que compõem os FIIs.
A apresentação de Nicastro mostrou que os fundos representam uma parcela pequena no estoque total de empreendimentos corporativos de São Paulo. Mesmo assim, sua vacância ainda é alta, enquanto o ritmo de novas locações está baixo.
“Nossa análise, que considerou regiões CBDs de São Paulo e ativos classe A+, A e B, mostra que há 145 imóveis pertencentes a fundos, com uma área privativa de 1,3 milhão de m². Observando os indicadores de mercado, é possível notar que a absorção líquida dentro dos fundos foi de 6 mil m² negativos, enquanto no mercado geral foi positiva”, relatou Nicastro.
Para Jaco, esse número mostra duas coisas: “Primeiro, quando falamos em 1,3 milhão de m², estamos falando de 10% do mercado de escritórios de São Paulo, ou seja, o mercado de fundos pode crescer ainda mais. Segundo ponto, esses portfólios, quando foram criados, seguiam o dogma de que os imóveis tinham que gerar receita, focando apenas no aluguel, mas não na qualidade do imóvel, como ele performaria com o passar do tempo e sua liquidez. Faltou pensamento de longo prazo.”
Além disso, dados da SiiLA mostram que os fundos apresentam uma vacância maior em relação a todo o mercado. A taxa de vacância em empreendimentos fora de FIIs, classe A+, A e B e dentro de CBDs, foi de 19,81%, enquanto dentro dos FIIs ela foi de 22,82%. “Em especial para empreendimentos classe A, a vacância dispara a frente em imóveis dentro de fundos, conforme mostra o gráfico”, analisa Giancarlo.
"Como dizemos, o ciclo imobiliário é longo. Uma empresa não acorda um dia e fala: vou sair do imóvel. Ela vem estudando a muito tempo esse movimento”, comenta Martín. Ainda segundo o executivo, os fundos precisam agir, cuidar dos seus ativos, e não apenas reagir. “Hoje, o que vemos muito é, quando um inquilino notifica a saída, o fundo vai atrás de uma corretora para buscar outro inquilino”. Para Martín, um bom gestor deve atuar junto com o inquilino no dia a dia, entender as necessidades e demandas deles e estar preparado com antecedência para uma possível saída e já trabalhar o imóvel para evitar um longo período vago.
Durante a apresentação realizada no evento, Giancarlo Nicastro, também levou uma análise exclusiva, obtida através da plataforma SiiLA, sobre a performance do preço médio pedido de locação em imóveis corporativos de São Paulo que compõem o fundo e a comparação com a média geral do mercado.
“Os dados mostram que os valores pedidos de locação de escritórios de Classes A+, A e B que compõem Fundos Imobiliários estão abaixo da média de mercado desde 2017. Hoje, enquanto no mercado geral a média do preço pedido está em R$ 92,43/m², os imóveis que compõem fundos de investimento pedem, em média, R$ 79,45/m²”, analisa o executivo.
Muitos fatores vêm influenciando estes preços. Segundo Martín Jaco, grande parte desta performance pode ser atribuída a fundos com má gestão. “Vemos que as vezes só existe a preocupação com o dividendo. Se está pagando dividendo, para alguns gestores, está bom. É isso que é esperado dele, porém isso é o mínimo.
Martín continua: “A gestão tem que entender os ciclos. Por que não estão sendo realizadas tantas revisionais como poderiam ser feitas? Porque as vezes é muito cômodo, ‘deixa, está alugado, está pagando dividendo’. Mas por que não levar esses valores aos inquilinos? Por que não ter ganhos efetivos com seus próprios ativos? Isso é gerenciar uma carteira, isso é gerenciar um imóvel”.
O FII Experience 2024 aconteceu no Espaço B3, foi organizado pelo Grupo Suno e teve o apoio da SiiLA. Durante as apresentações, foram debatidos diversos assuntos, como FOFs, Logística e Renda Urbana, IFIX, emissões e mais.











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