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Como parte de sua estratégia de expandir, a fabricante de cosméticos, Wella, acaba de inaugurar seu primeiro centro de distribuição no Brasil e o terceiro maior no mundo. O empreendimento é o BWDiase Business Park Extrema e ele está localizado em Extrema, Minas Gerais, e será operado pela ID Logistics.
Segundo a Wella, o local tem capacidade para abrigar 14 mil posições de paletes em 12 mil m². Toda a operação vai movimentar 110 mil caixas por mês e vai distribuir produtos das marcas de Retail (Koleston e Soft Color), e também da linha profissional (Wella Professionals, Sebastian Professional, Nioxin e OPI).
Segundo a Paula Despinoy, Diretora Sênior de Supply Chain e Procurement na Wella Company, a escolha de Extrema é estratégica, já que o mercado mineiro é muito importante para a marca, assim como a proximidade com São Paulo.
“Com esse novo centro logístico, teremos maior agilidade para responder às demandas locais e poderemos inovar e expandir nossa presença no mercado de beleza brasileiro, fortalecendo ainda mais nossa posição como empresa líder no setor”, explica a executiva.
A Wella é uma multinacional presente em mais de 100 países e, no Brasil, está completando 70 anos. Em uma entrevista exclusiva ao REsource, Paula explica os desafios de operar a marca no país.
“Os condomínios logísticos no Brasil enfrentam desafios em alguns pontos como infraestrutura, eficiência operacional e adoção de tecnologia, em comparação com países mais desenvolvidos. [...] No entanto, o país se destaca pela sua localização estratégica como um ponto de conexão crucial para o comércio internacional entre diferentes países, oferecendo oportunidades de crescimento e expansão logística”, explica.
No Brasil, o setor de cosméticos cresceu em um ano 24% segundo pesquisa NielsenlQ/Ebit. De olho no mercado imobiliário, dados da plataforma Market Analytics indicam que desde 2019 até 2023, empresas do setor de Produtos de Uso Pessoal, que inclui o segmento de beleza, expandiram suas ocupações em condomínios logísticos em 30%, saltando de 293 mil m² ocupados em imóveis de Classes A+, A e B em todo o Brasil ao fim de 2019, para 380 mil m² ao fim de 2023 – sem levar em consideração os operadores logísticos que locam e operam o local em nome da empresa, como é o caso da Wella, que ocupa o imóvel através da operadora ID Logistics.
“Com a conclusão de nossa independência no Brasil, as expectativas de crescimento da Wella Company são bastante otimistas e temos a expectativa de dobrar de tamanho no país. Teremos uma maior agilidade para responder às demandas locais e poderemos inovar e expandir nossa presença na região, fortalecendo ainda mais nossa posição como marca líder no setor. O mercado é extremamente relevante para a empresa”, conta a executiva.
O crescimento da Wella faz parte de uma tendencia global no setor de cosméticos. Uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey mostra que o setor de beleza gerou US$ 430 bilhões, em 2022. A projeção é que, até 2027, o mercado de beleza chegue a US$ 580 bilhões.











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