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Entre os prédios da zona sul de São Paulo, paralela à Marginal Pinheiros e conectando-se com a Av. Jornalista Roberto Marinho, destaca-se a Av. Chucri Zaidan, que se evidencia devido aos novos prédios empresariais, shoppings e ao grande fluxo de pessoas.
A via, que dá nome à região, está em processo de licitação para obras de prolongamento. Será implantada uma rampa cicloviária para a Ponte Laguna, uma reforma no corredor de ônibus e a construção do túnel sob a Avenida Cecilia Lottenberg, o que criará uma alternativa de ligação com a Marginal Pinheiros.
Além disso, a região está próxima da estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM e, futuramente, contará com a estação da Linha 17-Ouro do monotrilho, a qual se chamará Chucri Zaidan e estará localizada na conexão com a via homônima e a Avenida Roberto Marinho.
Toda essa infraestrutura é o que torna a região uma promessa de ser um grande polo empresarial, como conta Hilton Rejman, vice-presidente executivo da Brookfield Properties, empresa responsável pela gestão de empreendimentos corporativos, parques logísticos, residenciais multifamily e shopping centers.
"Temos observado uma demanda crescente aqui na região por empreendimentos de uso misto. Não são apenas edifícios de escritórios, como vemos em outras regiões, mas sim complexos com shopping center, lojas e restaurantes. Isso tem atraído consideravelmente empresas para cá. Além disso, a região possui infraestrutura de transporte e serviços. Nos últimos anos, ela foi bem servida pelo transporte público", comenta Rejman.
No último trimestre, segundo a plataforma de inteligência de mercado da SiiLA, o Market Analytics, a taxa de vacância de escritórios da Chucri Zaidan ficou em 31,4%, que é considerada alta na comparação com a média da cidade, de 22,4%. No entanto, de acordo com o vice-presidente executivo da Brookfield Properties, é uma área que expandiu muito nos últimos anos e o espaço vago tende a ser preenchido com a volta aos escritórios e diminuição do home office.
Atualmente, o estoque total da região é de 922.072 m², sendo 796.829 m² de alto padrão. E a expectativa dos players que atuam no mercado é que logo os espaços vagos sejam preenchidos e a média de preço pedido aumente. Hoje ela é de R$ 100,59/m² para ativos A+ e A, segundo o Market Analytics.
Os dados da SiiLA mostram que outras regiões, como a Faria Lima, que concentra diversas empresas do segmento FIRE e que possui uma taxa de vacância baixa (5,2%), possuem os maiores valores por metro quadrado, chegando a uma média de R$ 198,90.
“Na Faria Lima você tem uma taxa de vacância baixa e os preços, obviamente, são altos. Estamos falando de valores que podem chegar de R$ 250 a R$ 300 por metro quadrado, algo que empresas que buscam pagar R$ 120 ou R$ 110 têm dificuldade para bancar. E quando olhamos para a Paulista, por exemplo, empresas que querem 4, 5 ou 6 mil m² não conseguem encontrar, porque não tem espaço vago disponível. Isso vale para a Faria Lima também. Porém, a região da Chucri Zaidan tem preço competitivo e tem áreas disponíveis para atender demandas grandes de inquilinos de peso”, conta o vice-presidente executivo da empresa.
A Brookfield Properties possui alguns empreendimentos que se destacam na região, como o Parque da Cidade, que além das torres corporativas, compreende um complexo multiuso, com shoppings, cinema, clínica hospitalar, restaurantes, praça arborizada, ciclovia e um hotel 5 estrelas. Além dele, outro empreendimento da empresa que se destaca é O Parque, um edifício recente, próximo à Av. Roque Petroni, que conta com 19.8 mil m².
O escritório da proprietária desses empreendimentos também fica na Chucri Zaidan e foi pensado estrategicamente para seus colaboradores. “O bem-estar é de extrema importância. Toda essa infraestrutura é essencial para atender a equipe da Brookfield. Eles precisam, ao virem para o escritório, ter onde almoçar, hospital, clínicas, bancos. E temos tudo aqui , o que foi muito importante na hora da decisão. ‘Para onde eu vou?’ Para uma região que meu colaborador tenha como chegar e que tenha os serviços necessários para ser atendido”, relata Rejman.






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