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Durante o auge da crise sanitária, os shoppings foram duramente impactados pelo fechamento temporário e restrições de funcionamento. Diante desse cenário, muitos varejistas e administradores perceberam a necessidade de se adaptar para sobreviver na crise. Afinal, as mudanças no comportamento do consumidor foram impulsionadas por novos hábitos e preferências de compra, exigindo respostas rápidas e criativas por parte do setor.
Uma das principais transformações observadas nos shoppings, que ganha cada vez mais tração é a diversificação de serviços oferecidos. Além das tradicionais lojas de varejo, agora é comum encontrar espaços mais amplos dedicados à gastronomia, entretenimento, bem-estar e serviços. Restaurantes renomados, cafeterias temáticas, salas de cinema com tecnologia de ponta e espaços para prática de atividades físicas são algumas das opções que atraem os frequentadores.
Os shoppings também têm investido em espaços de convivência e lazer, oferecendo áreas ao ar livre, jardins, praças de alimentação com opções variadas e ambientes agradáveis para momentos de relaxamento. Essa nova abordagem busca atrair não apenas os clientes que buscam fazer compras, mas também aqueles que desejam vivenciar experiências sociais e culturais em um ambiente seguro e convidativo.
Outro aspecto que ganhou destaque após a pandemia foi a implementação de tecnologias para mais agilidade e conforto dos clientes. Muitos shoppings passaram a adotar aplicativos e plataformas digitais para oferecer serviços como pedidos online, delivery, reserva de mesas em restaurantes e ingressos para eventos.
Cientes de que a pandemia acelerou a adoção de hábitos digitais pelos consumidores, estes ativos comerciais estão cada vez mais integrando o mundo físico ao virtual. Uma imersão mais híbrida, que permite que os clientes interajam tanto nas lojas físicas quanto nos ambientes digitais, é uma das tendências que ganha força nesse novo cenário. O Shopping Vila Olímpia, por exemplo, disponibilizou área de estacionamento para vacinação durante a pandemia. Localizado na zona sul de São Paulo, o centro comercial viveu dias de corredores pouco movimentados com o esvaziamento dos escritórios no entorno, durante o período de isolamento social.
Agora, com a retomada do trabalho presencial, a praça de alimentação voltou a ter disputa de assentos durante o almoço e o movimento nas lojas voltou aos níveis pré-pandemia. A tecnologia também está presente na otimização da experiência do cliente, com a utilização de inteligência artificial, realidade aumentada e outras soluções para personalizar o atendimento e facilitar a navegação pelos corredores.
Um exemplo disso é a atual exposição imersiva “As farpas do renascimento”, que reúne mais de 60 obras dos artistas renascentistas Leonardo Da Vinci e Michelangelo. A mostra faz uso de óculos de realidade virtual, efeitos sonoros, projeções e estímulos olfativos para que o público tenha uma experiência sensorial e imersiva.
Portanto, os shoppings centers têm sido protagonistas de uma verdadeira transformação, tornando-se não apenas centros de compras, mas também espaços de convivência, entretenimento, experiências e por que não, locais também de trabalho. Muitos dos mais recentes lançamentos de shoppings já trazem espaços dedicados para coworking. Em agosto de 2022, a Regus oficializou o lançamento de sua primeira unidade em Goiânia, dentro de um shopping, no Shopping Flamboyant.
A diversificação da oferta de serviços, a adoção de tecnologias inovadoras e o compromisso com a segurança têm sido os pilares desse processo de reinvenção, que busca atender às novas expectativas dos consumidores em um mundo pós-pandemia.
Monitorando o mercado de Shoppings através do GROCS
O GROCS, um produto da SiiLA, é uma métrica universal amplamente empregada por investidores e lojistas de shoppings, desempenha um papel essencial na análise do percentual de vendas em lojas em relação aos custos de ocupação do espaço.
Por meio dessa ferramenta, os investidores podem focar em ampliar seus retornos ao avaliar de forma detalhada os Custos de Ocupação, Aluguel, Vendas e Vacância em diversas categorias de lojas de varejo. Essa abordagem analítica permite uma visão abrangente da eficiência operacional e financeira dos empreendimentos, contribuindo para a tomada de decisões estratégicas e o aprimoramento contínuo do desempenho nos centros comerciais.
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