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Com o compromisso ambiental e premissas ESG cada vez mais presentes no dia a dia das pessoas, empresas de todo o Brasil vem investindo na logística reversa, buscando um correto descarte de seus resíduos sólidos.
A Lei nº 12.305/2010, responsável pela criação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), estabeleceu diretrizes para a manipulação e destinação adequada de materiais descartados. Dados do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil 2023, feito pela Associação Brasileira de Resíduos de Meio Ambiente (Abrema), indicam que o país gera aproximadamente 77 milhões de toneladas de lixo, os quais, se não forem adequadamente tratados, acabam em cerca de 3.000 lixões espalhados pelo território nacional.
Um ponto crucial da PNRS foi a imposição da criação e implementação de sistemas de logística reversa para empresas de setores específicos. A legislação estipula que os fornecedores se responsabilizem pelos resíduos de seus produtos e embalagens após o consumo.
Gislaine Zorzin, diretora administrativa da Zorzin Logística, empresa especializada em transporte de cargas, revela que aproximadamente 80% dos produtos transportados pela empresa retornam durante as operações de logística reversa.
"Essa operação pode ser solicitada pelos clientes em diversas situações, como devolução de produtos vencidos, avariados ou com problemas técnicos, retorno de embalagens para reciclagem ou para descarte," explica Zorzin.
De acordo com os dados do Panorama de Resíduos Sólidos do Brasil, entre os materiais recuperados pelo sistema de logística reversa de embalagens em geral, 39,3% foram de papel ou papelão, 25,5% de plástico, 17% de metal, 17% de vidro, e materiais diversos representaram 1,2%.
Apesar disso, das 77 milhões de toneladas de lixo produzidas, apenas 43 milhões (61,1%) são descartadas corretamente. Em outras palavras, 27 milhões de toneladas (38,9%) são descartadas incorretamente, segundo a Abrema.
Zorzin acredita que as práticas sustentáveis são uma preocupação crescente e não percebe sinais de inflexão nos números. "Esse serviço irá crescer cada vez mais, pois nenhuma indústria ou marca quer ver sua imagem atrelada à irresponsabilidade ambiental", afirma.
A operação de logística reversa da Zorzin Logística está focada em produtos perigosos e resíduos químicos de classe 1 e 2. Devido à natureza desses passivos industriais, incluindo químicos inflamáveis, cilindros de gases e resíduos laboratoriais, Zorzin explica que a operação funciona em duas frentes: abastecimento e retorno para reabastecimento.
"Por se tratar de produtos perigosos, muitos deles têm embalagens retornáveis. Portanto, entregamos embalagens cheias de produtos e retornamos carregados com embalagens vazias para reabastecimento", detalha.











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