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O complexo do CENESP (Centro Empresarial de São Paulo) é composto por sete torres e um shopping center. O que foi considerado inovador na sua entrega, hoje se resume a blocos localizados às margens da Marginal Pinheiros, que enfrentam uma alta vacância. A perda de atratividade do empreendimento reflete o movimento das grandes empresas em busca de espaços mais modernos, eficientes e bem localizados.
De acordo com a SiiLA, o valor de mercado das torres do CENESP está em R$32,9/m². Em comparação, outros empreendimentos classe A na região da Marginal Pinheiros têm uma média de R$ 49,7/m².
O valor de mercado é uma métrica desenvolvida pela SiiLA que determina o valor do metro quadrado dos ativos comerciais, a partir de uma metodologia única que analisa diversos fatores, incluindo disponibilidades, preço pedido na região, padrão construtivo, transações e demanda.
No auge de sua decadência, em 2020, o complexo registrou um contrato de locação de apenas R$14,3/m², firmado com a Inbrands, uma empresa de moda e alta costura.
Desde 2020, o CENESP apresenta uma absorção líquida negativa de 30 mil m². No total, inquilinos devolveram um total de 55,7 mil m² de área no complexo.
Atualmente, o CENESP é um empreendimento multiproprietário. Algumas lajes pertencem a fundos imobiliários, mas muitas escrituras estão pulverizadas entre diferentes empresas.
Duas vendas chamaram a atenção da equipe de inteligência da SiiLA, envolvendo as torres A e F.
A primeira transação analisada ocorreu na Torre A, onde a Diversey adquiriu um espaço de 2,8 mil m² da Jope Gestão de Bens. A venda foi realizada em 2023 por R$ 2,3 milhões. No entanto, a Jope havia comprado o espaço em 2011 por R$ 4,3 milhões, resultando em uma perda de R$ 1,9 milhão, sem considerar a inflação no período. Desde 2023, o sétimo andar da Torre A está vazio.
Outra transação relevante envolve o primeiro andar da Torre F, ocupada pela proprietária, a empresa Marsh, uma corretora de seguros. A Marsh ocupava o andar desde a construção do empreendimento, ainda sob o nome de Johnson & Higgins, mais tarde renomeada como J&H Marsh & McLennan, até adotar o nome atual.
Em 2020, a empresa desocupou o andar, o qual permaneceu vago até julho de 2024, quando a Marsh vendeu o espaço para duas empresas: Systembau Imóveis e Hipogrifo Investimentos (também conhecida como Grifo Investimentos) por R$ 1,7 milhão, ou seja, R$ 604 por m².
Assinantes da plataforma SiiLA podem consultar as informações completas destas transações.
A Marginal Pinheiros é uma das regiões mais extensas e uma das mais deficitárias de São Paulo em termos de infraestrutura. Apesar de abrigar empreendimentos como Pinheiros One, e projetos recentes como o River South, tais imóveis não competem diretamente com o CENESP.
Nas proximidades do complexo, encontra-se o Panamerica Park, formado por 11 empreendimentos que variam entre prédios completamente vagos e outros com ocupação total. Já o Axis Building, outro concorrente direto do complexo, mantém uma vacância relativamente baixa, de 11%.
Segundo a equipe de inteligência de mercado da SiiLA, a região onde o CENESP está localizado é mal atendida por transporte público e está “fora de mão” para muitas empresas. A única estação de metrô na área é a Giovanni Gronchi, da Linha 5-Lilás.






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