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Após diversas reuniões na sede da Organização Marítima Internacional (IMO), em Londres, um acordo foi assinado por diversos países visando a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no setor de transporte marítimo.
O transporte marítimo é responsável por cerca de 90% do comércio mundial segundo a organização, e por isso as nações buscam aprimorar a logística enquanto adotam práticas mais sustentáveis.
O objetivo principal deste acordo é alcançar emissões líquidas zero até aproximadamente 2050, levando em consideração as diferentes circunstâncias de cada país. O transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões globais de dióxido de carbono.
Com a adoção dessas medidas, espera-se que as emissões anuais de gases de efeito estufa do transporte marítimo sejam reduzidas em 70%. Para isso, a organização prevê a implementação de mecanismos de precificação em emissões de GEE, enquanto foca esforços no desenvolvimento de combustíveis alternativos e tecnologias limpas.
Os países signatários desse acordo líderes marítimos, como China, Estados Unidos, Argentina, Chile e Países Baixos (Holanda), entre outras nações.
Impactos das pautas ESG na logística
As empresas, organizações e o próprio mercado imobiliário comercial têm voltado cada vez mais atenção para as pautas ESG. No setor comercial, o acordo estimula que players de e-commerce, companhias de transportes e logística, exportação e outras atrelem a meta as suas estratégias ligadas as questões de sustentabilidade, que estão sendo cada vez mais cobradas por parte de investidores, principalmente no caso das empresas de capital aberto, e por uma legião de consumidores, sempre atentos e vigilantes.
Atualmente, grandes multinacionais já solicitam como requisito certificados de sustentabilidade para instalar seu negócio em determinados condomínios logísticos e operação administrativa em prédios comerciais . A tendência é que as práticas ligadas ao meio ambiente se intensifiquem cada vez mais nesta indústria. Inclusive, no caso das classificações de ativos, a presença ou ausência de um selo de sustentabilidade faz toda a diferença e no caso de escritórios, é critério de diferenciação entre os imóveis que podem ser considerados de alto padrão.
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