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Dados da plataforma Market Analytics, da SiiLA, apresentados no evento Logística do Futuro, mostram que, nas regiões monitoradas de maior relevância, a taxa de vacância de condomínios logísticos do Nordeste está em 3,3%, a menor média nacional.
A absorção líquida da região foi de 25.135 m², enquanto o novo estoque, durante o segundo trimestre, foi zero. Nos primeiros três meses de 2023, nas regiões analisadas, a única nova área registrada foi a expansão de 18,500 m² no condomínio logístico Grid FSA, entregue em março, na cidade de Feira de Santana, Bahia.
Para Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA, o Nordeste já se consolida como um polo logístico. Até o segundo trimestre de 2023, a região contava com um estoque total de 2.394.176 m² e tem a previsão de ser entregue mais 234.411 m² nos próximos períodos. “Grandes varejistas e empresas de e-commerce estão estabelecendo operações logísticas no Nordeste. Hoje, por exemplo, entre os principais inquilinos da região estão empresas como Mercado Livre, que ocupa 79.609 m², Amazon, ocupante de 196.400 m², e Magazine Luiza, com 34.951 m²” afirma o executivo. Os dados são da plataforma Market Analytics.
A Magazine Luiza, no primeiro trimestre de 2023, locou mais 7.872 m² de área na região. O empreendimento escolhido foi o Log Fortaleza, onde a empresa já ocupava outros 25.328 m². O Mercado Livre, desde o terceiro trimestre de 2020, vem ampliando suas operações em empreendimentos na Bahia, Ceará e Pernambuco.
Em junho, os Correios anunciaram a construção do primeiro hub próprio, voltado para operações internacionais no Nordeste, no estado do Rio Grande do Norte. Dados da empresa revelam que 23% das encomendas internacionais entregues são destinadas à região. Na época, o presidente da instituição, Fabiano Silva dos Santos, afirmou que “ao levarmos o centro [internacional de encomendas] para o Nordeste estamos gerando milhares de empregos na região. Não estamos levando apenas infraestrutura, mas consolidando a vocação local de se tornar um polo logístico, o que desperta o interesse de outras empresas também”.
A proximidade com as rotas para a Europa, África e América Central e do Norte são outros fatores que contribuem para o desenvolvimento da região. Jorge Luiz Filho, coordenador de pesquisa da SiiLA, comenta que “importar e exportar mercadorias nessa região faz todo sentido. A região possui um amplo mercado consumidor, além do potencial de exportação internacional, uma atividade industrial crescente, e poucas opções de armazenagem ou contêiners. Então, estabelecer um centro de distribuição internacional nessas localizações acaba sendo uma boa estratégia para reduzir custos e deixar as operações mais eficientes”.










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