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Nas últimas semanas, o AliExpress, empresa do Grupo Alibaba e uma das maiores plataformas de e-commerce do mundo, vem sendo investigado pela União Europeia devido às crescentes preocupações com a proliferação de produtos falsificados em sua plataforma e à aparente falta de medidas eficazes para combater essa questão.
A Comissão Europeia protocolou um pedido de informações para o AliExpress sob o Ato de Serviços Digitais (DSA), exigindo detalhes sobre as medidas implementadas pela plataforma para cumprir suas obrigações de mitigação de riscos e proteção ao consumidor online. O prazo para a plataforma responder está correndo – o órgão solicitou que a empresa forneça as informações até hoje, 27 de novembro de 2023.
A resolução desse caso, juntamente com outros que envolvem grandes empresas globais de e-commerce como foi o caso da Amazon nos EUA, deve impactar a dinâmica do mercado de imóveis logísticos, já que empresas do setor são grandes ocupantes, muitas vezes com contratos longos e com possibilidade de expansões.
Por um lado, a pressão europeia pode abrir espaço para um novo padrão no rigor da verificação e responsabilidade na indústria de e-commerce. Conforme as regulamentações evoluem, as empresas vão ter que se adaptar, e provavelmente vão começar a serem obrigadas a assumir a responsabilidade pela qualidade e autenticidade dos produtos que vendem. Isso, pode sim impactar a demanda por espaços logísticos para manter o estoque e operar a distribuição. Por outro lado, as operações podem ficar mais caras com uma nova regulamentação, o que poderia limitar a capacidade de investimento e expansão nos imóveis logísticos.
Outra consequência é de que as empresas podem focar em uma expansão fora da União Europeia, evitando regulamentações mais rigorosas. Isso teria um impacto direto na oferta e demanda de imóveis logísticos em várias regiões, incluindo a América Latina.
Até o primeiro trimestre de 2023, o Grupo Alibaba ocupava aproximadamente 23,7 milhões de metros quadrados globalmente em edifícios de escritórios, condomínios logísticos, industriais, data centers, terrenos e outras instalações. De acordo com dados da SiiLA no México, a subsidiária do grupo AliExpress loca quase 8 mil m² no complexo industrial Tultipark III, um classe A, localizado na área metropolitana da Cidade do México.
Nos últimos três anos, a área ocupada pelo Grupo Alibaba globalmente aumentou 2,7 vezes, indo de 8,7 para 23,7 milhões de metros quadrados, refletindo a expansão contínua de seus negócios, gerando lucros médios anuais de 120 bilhões de dólares.
Embora o AliExpress seja conhecido por suas medidas contra falsificação e proteção de direitos autorais, o governo dos EUA observou um aumento significativo na oferta de produtos falsificados na plataforma nos últimos anos. Isso inclui mercadorias anunciadas abertamente como falsificações e outras falsamente promovidas como autênticas.
De acordo com um relatório da Divisão de Investigação Federal dos EUA, o AliExpress responde por aproximadamente 18% dos produtos falsificados comercializados em plataformas globais de e-commerce. Da mesma forma, dados sugerem que entre 5% e 8% dos produtos vendidos no AliExpress são falsificados. No entanto, o problema da falsificação online não é exclusivo do AliExpress, estendendo-se a outras plataformas como Facebook, Tokopedia, Amazon e DHgate, entre outras.
A magnitude do mercado de produtos falsificados em plataformas de e-commerce é alarmante para as autoridades governamentais, pois, de acordo com estimativas do setor privado, gera vendas avaliadas entre 2 e 4,5 trilhões de dólares anualmente, resultando em perdas potenciais para empresas legítimas e consumidores.











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