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Para Victor Bonadio, master
consultant da Colliers “A gama de amenities aumentou muito e deixou de ser
um extra. Hoje ajudam a atrair e reter talentos”.
A demanda também mudou, Bonadio destacou que, com o retorno mais forte do
presencial, cresceram as buscas por lajes maiores acima de 1.500 m², chegando
perto até mesmo de 2.000 m², tendo em vista que na pandemia predominavam lajes
menores, pela baixa necessidade de espaço.
De acordo com ele, as empresas estão visando regiões com pacotes completos de
convivência, como a Chucri Zaidan, que une localização estratégica, proximidade
com shoppings e transporte público, tudo por um preço competitivo.
“É só olhar o período pós-pandemia com a mudança do formato de trabalho e o
estilo de locação que as empresas estão realizando. Antigamente, quando a gente
tinha um formato muito presencial, os amenities eram a localização, facilidade
de acesso, bons restaurantes, shopping etc. Com o passar do tempo, hoje
conseguimos categorizar os amenities assim como nossas tarefas, os mais
importantes, menos importantes. Hoje a gente tem diversos tipos: salas de
reunião compartilhada, auditórios... e vamos além também! Academia,
espaços de pet, cafés, lavanderia, lava-rápido...”
Ao final da entrevista, quando perguntado se é possível quantificar o valor que os amenities agregam por metro quadrado, Bonadio respondeu: “É difícil dizer exatamente, mas eles
influenciam. No Parque da Cidade, por exemplo, você tem lajes de alto padrão
junto com shopping, restaurantes e até berçário, isso
permite ao proprietário segurar mais nas concessões. Em regiões com preços
parecidos, esses diferenciais acabam pesando na decisão da empresa e ajudam a
sustentar valores mais altos ao longo do tempo.”
Marcos Saade, CEO da
SpacePlan, trouxe uma perspectiva a partir da arquitetura corporativa. Para
ele houve uma grande mudança na forma como se pensa a integração de amenities. Saade
comenta que no passado, o fator que atraia inquilinos eram grandes e
“suntuosas” áreas comuns, porém a pandemia trouxe serviços de fato, como
academias, cinemas e shoppings centers para o mercado residencial, que
consequentemente influenciou o mundo corporativo.
Entre reformas e novas construções uma pergunta que surge é: imóveis antigos,
como adaptá-los para essa realidade moderna? Uma das soluções levantadas seria
o retrofit, mas é viável?
“Depende muito do empreendimento e do proprietário. Há casos em que o prédio
tem espaço e viabilidade para melhorias, mas o proprietário não quer investir;
e há casos em que o proprietário deseja investir, mas não há espaço ou
logística que permita a adaptação.
Agora, vejamos como as gestoras, que investem, administram, valorizam e otimizam esses projetos, tem lidado com essa mudança no mercado.
A Brookfield Properties, da Brookfield,
vê os amenities como fator-chave para aumentar a atratividade e o valor dos
edifícios corporativos:
“O investimento em amenities é estratégico e busca melhorar a experiência dos
nossos locatários e a atratividade do edifício. Nas operações de
alimentação, por exemplo, buscamos um mix de espaços e opções para atender aos
diversos tickets. Nossa estratégia é equilibrar o custo e retorno, sempre
considerando a valorização do ativo, o aumento da ocupação, a percepção de
qualidade e o potencial de contratos de longo prazo", diz Hilton Rejman, presidente executivo da Brookfield Properties.
“É uma tendência que vem crescendo muito pós-pandemia. Observamos que nossos
locatários aumentaram a busca por espaços que promovam bem-estar, conveniência
e motivação para o trabalho presencial. Serviços como child care,
praças de alimentação e áreas de convivência passaram a ser diferenciais
importantes para atrair colaboradores de volta para o trabalho presencial", concluiu Rejman.











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