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Conforme publicado pelo REsource recentemente, a cidade de Extrema, no sul de Minas Gerais, se tornou um polo logístico importante para o País ao longo das últimas duas décadas. Localizada em um estado em que a economia é predominantemente ancorada em extrativismo e produção agrícola, a pequena cidade de 55 mil habitantes decidiu ir por outro caminho, apostando na diversificação econômica e na proximidade com a metrópole mais rica do País para atrair recursos e empresas.
Hoje considerada a capital do e-commerce, com muitas varejistas e comerciantes on-line instaladas na cidade, Extrema possui baixa taxa de desemprego, um dos PIB per capita mais alto de Minas Gerais e do Brasil, além de uma infraestrutura que avançou de forma paralela à economia do município.
Todo esse crescimento provocou uma verdadeira transformação na cidade. Conforme o Censo, a cidade passou de 28 mil moradores, em 2010, para 53,4 mil, em 2022, o que representa um crescimento de 87% entre uma pesquisa e outra.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta também que Extrema possui, atualmente, um Produto Interno Bruto (PIB) estimado de R$ 13,6 bilhões.
O PIB per capita do município é de R$ 311,1 mil, o sexto maior de todo o Estado de Minas Gerais, e um dos maiores de todo o Brasil (15º lugar), o que a coloca à frente de capitais importantes como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Segundo o Grupo de Estudos Econômicos do Sul de Minas Gerais, departamento de pesquisa do Grupo Unis-MG, o PIB do Sul de Minas, onde está localizada Extrema, cresceu 12,63% em 2021 em comparação a 2020, o que representa um crescimento maior que o índice nacional, que foi de 4,6% no mesmo ano.
Conforme o grupo, todas as riquezas produzidas pelo Sul de Minas em 2021 totalizaram R$ 111,03 bilhões contra R$ 99,7 bilhões de 2020.
A taxa de desemprego em Extrema é de 2%, contra 6,3% em todo o estado mineiro, de acordo com números do IBGE.
Com a transformação em polo logístico e o crescimento da cidade, órgãos municipais passaram a investir em infraestruturas para atender tanto os habitantes, quanto os trabalhadores que moram em cidades satélites ou são migrantes de outros locais que passaram a viver no município com objetivo de trabalhar nas empresas que se instalaram por lá.
"Foi necessário investir em transportes, serviços públicos diversos, saúde e educação, como o caso das creches. Muitas mulheres e mães que trabalham nesses condomínios logísticos não tinham onde deixar seus filhos e isso também foi resolvido como uma forma estratégica de manter o desenvolvimento econômico da cidade como um todo", complementa Carvalho, ex-secretário de desenvolvimento municipal de Extrema.
A SiiLA avalia que, nos próximos doze meses, Extrema ganhe mais 453,4 mil metros quadrados de estoque logístico, elevando em quase 40% (38,9%) a área destinada à galpões logísticos.
No último mês de junho, a Sanofi, empresa global de saúde, e a DHL Supply Chain anunciaram um novo Centro de Distribuição (CD) em Extrema com 8 mil m² e a geração de 150 empregos diretos.
O CD faz parte de um plano de investimento da Sanofi em Minas Gerais de cerca de R$ 333 milhões até 2032, com foco em sua expansão logística.
Para Carvalho, os próximos anos devem protagonizar uma diminuição do ritmo de crescimento do setor logístico da cidade, já que os principais terrenos disponíveis foram ocupados.
"A tendência é ver esse crescimento transbordar para cidades próximas como Itapeva e Camanducaia", complementa.
Análise da SiiLA mostra que o município possui 16 condomínios logísticos, dos quais os cinco maiores são:
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