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Na pandemia, o mercado de FII passou por mudanças. Primeiramente, os preços das quotas de muitos deles caíram, refletindo desafios impostos pelo cenário: shoppings fechados; escritórios esvaziados com a massiva adoção do home office. Houve ainda a drástica deterioração dos cenários macroeconômico e político, o que ocasionou a queda dos preços de ativos reais; porém, o mercado imobiliário se ajustou à nova realidade. A população aprendeu a fazer pedidos on-line, impulsionando, por exemplo, o boom dos galpões logísticos para e-commerce; com mais tempo em casa, o espaço residencial tomou novo sentido e valor no nosso dia-a-dia.
Novas teses surgiram nos FII, antes pouco explorados e conhecidos, como Renda Urbana, Residenciais para Renda, Agro Logísticos e de Desenvolvimento Logístico. O setor deu um salto de 140% em investidores em dois anos, com mais de 1,5 milhão de CPFs ao final de 2021; o volume de ofertas também cresceu fortemente, totalizando cerca de R$ 100 bilhões em novas emissões no biênio 2020/2021; e a negociação diária no mercado secundário passou de R$ 130 milhões em 2019 para R$ 269 milhões em 2022.
Mesmo com tais indicadores, pode-se observar portfólios imobiliários descontados dados os preços das quotas na B3. A maioria encontra-se refletida naqueles de tijolos, com média de 14% do valor de mercado abaixo do patrimonial (FII que compõem o Ifix).
Fonte: Valor Econômico











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