Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

Anéis rodoviários são essenciais para o desenvolvimento de uma grande metrópole, principalmente para o escoamento logístico. O Rodoanel, em São Paulo, é um bom exemplo disso. O mesmo, porém, não pode ser dito do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro.
Há dez anos foi inaugurada a obra que prometia desenvolver a região, que está ao norte da cidade do Rio de Janeiro, e aliviar a rodovia Dutra e a Avenida Brasil. Porém, as promessas ficaram no papel. A via até foi entregue, mas constantes problemas de iluminação e insegurança permearam a região.
Popularmente conhecida como Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, a via tem como nome oficial BR 493/RJ – Duque de Caxias – Itaguaí (Porto), e é uma rodovia federal administrada pela EcoRioMinas desde 2022. As reclamações são antigas, até mesmo de um período anterior a sua inauguração, em julho de 2014. As obras foram alvos da Operação Lava Jato, na qual o ex-governador Luiz Fernando Pezão foi preso em 2018 junto com o dono da empresa que era responsável pela instalação de postes de iluminação. A condenação foi por inflacionar os valores dos equipamentos instalados.
Além do superfaturamento, na época foi constatado que não houve um estudo prévio no terreno para a instalação dos postes, o que gerou um prejuízo de R$ 22 milhões para a instalação de estacas para fixação extra.
Agora em 2024, o Arco Metropolitano ainda enfrenta os mesmos problemas. Constantes roubos de cabos de energia impactam diretamente a iluminação viária e a insegurança da Rodovia.
Ao REsource, a EcoRioMinas informou que está trabalhando em um estudo para um novo projeto de iluminação e instalação de aparelhos de monitoramento e comunicação.
“A concessionária trabalha nos estudos de um novo projeto de iluminação para o Arco Metropolitano, que será implantado no prazo previsto em contrato, até o final do quinto ano de concessão. Também está previsto a instalação de câmeras de monitoramento e comunicação wireless, 8 novos pontos de ônibus, 8 novos acessos e 3 passagens de fauna”, informou.
Uma nota técnica da Firjan mostra que, em 2023, a região metropolitana do Rio de Janeiro registrou 3.225 casos de roubo de carga, estima-se um prejuízo de cerca de R$ 283 milhões. Entre as regiões apresentadas, o Arco Metropolitano do Rio de Janeiro está incluso.
Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que a concessionária realizou “inúmeras melhorias já foram implementadas pela concessionária, como restauração da sinalização horizontal da rodovia (pintura) e vertical (troca de placas); recuperação do pavimento; recuperação e limpeza das passarelas, pontes e viadutos.”
Além disso, o Ministério informou que até 2025 há a previsão para implantação de câmeras de monitoramento e comunicação. Já o novo sistema de iluminação em todo Arco Metropolitano deve ser implantado até o quinto ano de concessão, ou seja, até setembro de 2027.
Em alinhamento ao Ministério dos Transportes, a EcoRioMinas alegou que já revitalizou e instalou defesas metálicas (guard rail), além de ter feito melhorias em pontos de drenagens, pontes, passarelas e viadutos.
“Desde que a EcoRioMinas assumiu a concessão, em 2022, já foram revitalizados o pavimento de mais de 49 km, implantados mais de 10 km de defensas metálicas e a roçada de mais de 46 milhões de m². A sinalização horizontal (pintura da via), foi revitalizada em todo o trecho e implantados outros 75 km. Também foi revitalizado 1.200 pontos do sistema de drenagem e 128 pontes, passarelas e viadutos”, informou em nota.











Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!
