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A Macy's, uma das mais famosas lojas de departamento nos Estados Unidos, está no centro de uma proposta de compra que chega a US$5.8 bilhões por parte do grupo de investimento Arkhouse Management e da Brigade Capital Management. No entanto, o interesse parece ir além dos negócios da varejista. Fontes afirmam que as ofertas bilionárias têm como foco principal os ativos imobiliários detidos pela Macy's.
Atualmente, a Macy's é proprietária de mais de 300 das suas 783 lojas, incluindo a Bloomingdale's e as lojas de beleza Bluemercury. Além disso, possui 102 locais nos quais é proprietária do terreno, que está alugado para outros fins. Empresas norte-americanas estimam que o valor dos ativos imobiliários da Macy's ultrapasse $6 bilhões, superando sua capitalização a mercado da marca de aproximadamente $4.8 bilhões.
O valor chama a atenção, pois as lojas de departamento nos EUA atravessam um momento delicado, com grandes nomes como JCPenney, Neiman Marcus e Lord & Taylor declarando falência. Já a Macy's anunciou um lucro de $1.2 bilhão com uma receita de $24.4 bilhões no último ano fiscal.
No Brasil, dados do GROCS da SiiLA indicam que o volume de vendas em lojas de departamento nos shoppings brasileiros está superando os níveis pré-pandemia. No terceiro trimestre de 2019, as vendas deste tipo de empreendimento eram de R$932/m² para empreendimentos de Classe B e R$1.055/m² para Classe C. No 3T 2023, esses números aumentaram para R$1.094 e R$1.345, respectivamente.
“A cultura do brasileiro é passear nos shoppings, ter um momento de lazer. Os ativos oferecem segurança, conforto e atrações para toda a família, e por isso, os shoppings continuam apresentando bom desempenho por aqui. Ainda assim, como temos observado, as compras estão cada vez menos em destaque nessa atividade de ir ao shopping, perdendo espaço para os serviços e entretenimento. Mas as lojas estarão lá, acabando por se beneficiar do aumento do fluxo de pessoas que vão aos shoppings para frequentar a academia, fazer mercado, cabelereiro, entre outros serviços”, comenta o CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro.











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