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A Amazon está reorganizando sua ocupação corporativa em São Paulo e separando fisicamente as operações da Amazon Web Services (AWS) das demais áreas da companhia. A divisão de computação em nuvem passará a concentrar suas equipes no Complexo JK, na região da Juscelino Kubitschek (JK), onde funcionava sua antiga operação geral.
Enquanto isso, a Amazon segue preparando a mudança de parte de suas operações para o Biosquare, empreendimento corporativo localizado na região da Rebouças. A pré-locação do ativo pela companhia foi antecipada pelo REsource em março de 2025, quase um ano antes da entrega do edifício.
Esse movimento não é isolado. O eixo Rebouças vem consolidando sua posição como um dos principais polos corporativos de São Paulo, especialmente para empresas ligadas à tecnologia, serviços financeiros e economia digital. Com estoque corporativo superior a 188 mil m² e taxa de ocupação acima de 83%, a região vem atraindo grandes companhias em busca de edifícios mais modernos e com localização estratégica entre os eixos da Faria Lima, Pinheiros e Paulista.
Os dados da SiiLA mostram que empresas do segmento FIRE (financeiro, seguros e mercado imobiliário) responde sozinho por 36,6% da área ocupada, enquanto empresas de tecnologia, mídia e telecomunicações (TAMI) representam outros 22,3% do mercado local.
Entre os maiores ocupantes da Rebouças aparecem nomes como Nubank, Stone, Netflix, QI Tech, MDS Brasil e Spaces (IWG), reforçando o perfil mais ligado à nova economia e operações de serviços de alto valor agregado. Juntas, as dez maiores empresas instaladas na região ocupam mais de 52 mil m² de escritórios.
A região também vem sendo beneficiada pela entrega de novos empreendimentos de padrão elevado, como é o caso do Biosquare. Já os ativos que performam, entre os mais relevantes estão o Eldorado Business Tower, que sozinho soma cerca de 59 mil m² de estoque corporativo, além de edifícios como Módulo Rebouças, Pátio Rebouças, White 2880 e JMA Corporate Boutique.
Mesmo com a entrada de novos empreendimentos, a vacância permanece relativamente controlada em comparação a outras regiões corporativas de São Paulo. Parte dos edifícios possui ocupação praticamente integral, especialmente os ativos mais novos e próximos aos eixos de mobilidade urbana.
Por isso, segundo Hilário Egídio, gerente de pesquisa da SiiLA, “a Rebouças vem deixando de ser apenas uma alternativa à Faria Lima para se consolidar como uma extensão natural do eixo corporativo da zona sul.”
De acordo com o especialista, o movimento é impulsionado principalmente pelo custo mais competitivo em relação à Faria Lima e JK, além da capacidade de atrair empresas de tecnologia, fintechs e operações corporativas que priorizam localização urbana, acesso ao metrô e edifícios mais eficientes.







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