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Antes do recente aumento nas taxas de juros nos Estados Unidos, tanto a Cushman & Wakefield (CWK) quanto a Newmark (NMRK), que hoje estão entre as 5 maiores empresas focadas em corretagem do mercado imobiliário comercial, dependiam de alta alavancagem e dívida barata para impulsionar seu crescimento.
A conta do risco dessa estratégia, adotada por Brett White, ex-CEO da C&W, e Barry Gosin, CEO da Newmark, parece ter chegado, já que ambas as empresas foram impactadas por um custo muito maior da dívida em um momento em que as receitas estão caindo, consequência do baixo volume de transações que está acontecendo.
Um mercado de transações desaquecido por si só já é um sintoma da alta nas taxas de juros e da falta de financiamento disponível, colocando muitos proprietários de ativos imobiliários comerciais em situação fragilizada.
A diminuição no volume de transações afetou os preços das ações de todas as grandes corretoras globais nos últimos dois anos, mas nenhuma foi tão prejudicada quanto Cushman & Wakefield e Newmark, que perderam cerca de 60% de sua capitalização de mercado.
As relações dívida-capital são aproximadamente 225% para a C&W e 125% para a Newmark. A posição altamente alavancada levou as empresas a uma grande desvantagem competitiva, já que sua dívida onerosa resultou em margens operacionais baixas, corte de custos e investimentos limitados para expansão.
A situação dessas empresas é delicada: dificuldades em obter financiamento ou novas quedas nas receitas tornam seus problemas piores e podem levar a uma perda significativa de talentos.
Na América Latina, há menos uso de alavancagem do que nos EUA. E por conta disso, o mercado de ativos imobiliários comerciais está com um desempenho melhor.
E em meio a esse cenário, com muitos mercados latino-americanos mostrando resistência, será cada vez mais difícil para C&W e Newmark fazerem os investimentos necessários para competirem localmente, enquanto enfrentam os problemas financeiros de suas “empresas-mãe” nos EUA.











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