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O Auri Plaza Faria Lima foi o foco do mercado imobiliário nesta quarta-feira (15), com a devolução do imóvel pelo Banco Master. O edifício estava locado desde 2024 em modelo de monousuário, do qual a empresa pagava R$ 3,9 milhões por mês pela ocupação de todo o empreendimento de 14.446m².
A entrega do prédio, de classe A+, já era prevista após a liquidação do banco, como foi confirmado pela equipe de inteligência da SiiLA, e após a reforma de espaço realizada pelo próprio banco, as previsões são de um aumento ainda maior no valor de aluguel.
Quando o prédio foi ocupado, o valor pago por m² era de R$ 220, R$ 82,85 mais caro que o valor médio de empreendimentos classe A+ da Vila Olímpia, de R$ 137,15/m². Hoje os valores de aluguel do prédio chegam a R$ 229,60, contra os R$ 144,48 dos demais empreendimentos do mesmo padrão na região.
De acordo com a análise da equipe de inteligência de mercado da SiiLA, a saída da instituição financeira pode elevar em 7,2 pontos percentuais a vacância de ativos de alto padrão (classes A+ e A) da região da Vila Olímpia, caso o empreendimento não seja locado novamente.
O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025, quando seu presidente, Daniel Vorcaro, foi preso preventivamente durante investigações sobre fraudes e ocultação de recursos da empresa. Vorcaro chegou a ser solto dias depois, porém voltou a ter prisão decretada em 4 de março pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, por pedido da Polícia Federal dentro do contexto da operação Compliance Zero. A Segunda Turma do STF referendou a decisão monocrática.
A liquidação do banco desencadeou uma série de movimentações no mercado financeiro e seu reflexo nos imóveis alocados pelo grupo. Um exemplo é a locação no Birmann 32, da Faria Lima, pelo Blue Bank, que também foi entregue no primeiro trimestre de 2026.
O grupo tem outros escritórios em edifícios A+ de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre sem previsão de entregas e, embora o mercado tenha um histórico de absorção positiva das vacâncias de imóveis desse padrão, ainda é cedo para afirmar o impacto das devolutivas a longo prazo.
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