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Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o terceiro principal país para investimento estrangeiro direto. Em 2025, os investimentos no país foram US$ 77 bilhões, o equivalente a 4,9% dos aportes globais.
Ainda segundo o relatório, os principais destaques estão no campo de infraestrutura e tecnologia, como um megaprojeto de USD 40 bilhões em data centers e também projetos de energias eólicas.
Além disso, o reflexo desses investimentos pode ser sentido no real estate também. Dados do Market Analytics da SiiLA mostram que as três empresas que mais locaram galpões logísticos no Brasil nos últimos cinco anos são estrangeiras. Entre as 10 maiores, seis são de outros países.
Além de investir diretamente em infraestrutura e presença física, os investidores estrangeiros também possuem uma participação ativa na negociações de FIIs. Segundo o último boletim divulgado pela B3, os investidores não residentes/estrangeiros foram responsáveis por 21,6% das movimentações em Março deste ano.
Thiago Leomil, sócio fundador da inVista Real Estate, explica que o investidor busca diversificar seu portfólio e mitigar os riscos de internacionais, pois o Brasil se destaca, principalmente, pelo mercado consumidor robusto e a necessidade crescente de infraestrutura.
“O perfil do investidor internacional abrange desde grandes fundos a family offices, buscando diversificação geográfica e de ativos. Eles almejam otimizar retornos e mitigar riscos em seus portfólios globais, utilizando moedas mais fortes. [...] A reindustrialização em curso e a reorganização das cadeias de suprimentos impulsionam a demanda por ativos imobiliários de alta qualidade”, explica.
Leomil acredita no potencial do mercado brasileiro. Mesmo com a queda do dólar, aumento no preço dos combustíveis e a incerteza geopolítica, fatores como o consumo brasileiro e a ligeira queda da Selic geram otimismo.
“Mesmo que tímidas, as recentes quedas da taxa Selic tornam os ativos reais, como o imobiliário, mais competitivos e valorizados em comparação com renda fixa. A demanda por espaços logísticos modernos é impulsionada pelo crescimento do e-commerce e pela reconfiguração das cadeias de suprimentos. Além disso, o tamanho do mercado interno e o potencial de crescimento a longo prazo oferecem oportunidades de retorno que compensam as percepções de instabilidade política”, conta.
Por possuir experiência em atuar com investidores estrangeiros, Leomil explica que, dentro do mercado imobiliário, os segmentos mais procurados por investidores estrangeiros no Brasil são os condomínios logísticos.
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