As leis de privacidade dos usuários estão mudando e por isso nós convidamos você a revisar a nossa Política de Privacidade. Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos sites e lembrar das preferências dos usuários. Clique em “aceitar” para concordar com a nossa política e continuar navegando em nosso site.

SBI - GERAL 4T 2025
+3.47 % 341,40
=
RETORNO DA RENDA
+2.44 % +
RETORNO DO CAPITAL
+1.03 %
USD / REAL
0.00 % 5,03
CAN / REAL
0.00 % 3,66
EURO / REAL
-0.17 % 5,83
IBOVESPA
-0.70 % 118.939,87 PTS
IFIX
+0.83 % 3.848,25 PTS
SELIC
14,50 % 20.May.2026

As cidades do Nordeste e suas evoluções nas últimas três décadas

  • O forte crescimento comercial dos principais corredores da cidade impulsionou os construtores a demolirem antigas edificações para atender as demandas residenciais e comerciais.
Fortaleza (CE)
Fortaleza (CE)
Por: SiiLA News
08/12/2022
Por Nertan Rabelo*


Sou fortalezense e acompanho as paisagens urbanas da cidade desde quando saía do meu bairro em direção ao centro da cidade para estudar nos famosos cursinhos preparatórios para o vestibular. Nas avenidas principais da cidade havia termômetros, totens fixados nos canteiros centrais nos boulevards e quase sempre marcava 29ºC às 13h. Lembro-me que era a hora mais quente do dia. Hoje, em qualquer trecho da cidade, seja à beira mar ou adentrando na periferia, ficamos na média dos 37ºC quase que o ano inteiro.

Tenho percebido intervenções construtivas e urbanísticas nas grandes cidades que nem sempre respeitam a preservação ambiental da paisagem urbana, outrora composta por muitas árvores, alguns casarões das décadas de1930 e de 1940, ruas com pavimentação em paralelepípedos e uma vasta rede de riachos e lagoas permeando a cidade. Nesta época, onde tudo parecia ter um ritmo mais lento, havia espaço para alguma contemplação e relaxamento durante o percurso diário para os afazeres cotidiano. 

O forte crescimento comercial dos principais corredores da cidade impulsionou os construtores a demolirem antigas edificações para atender as demandas residenciais e comerciais da nova configuração populacional que se originava na cidade: a compra dentro do próprio bairro. A prefeitura, por sua vez, traçou novas ruas e avenidas com nova pavimentação asfáltica, ciclovias, calçadas mais largas etc. Porém, ambos os agentes esqueceram o obvio: nossa cidade é quente, precisamos de árvores e edificações modernas que reflitam esta realidade sem necessitar tanto do espaço confinado com o ar-condicionado.

O mercado imobiliário precisa assumir que estes espaços são ocupados por seres humanos, que necessitam de ar fresco, contemplação e que sua utilidade vai além da finalidade comercial. Precisamos que este tema seja estudado pelos agentes do mercado e as esferas públicas, substituindo o atrasado termo “especulação imobiliária” pelo atual momento que vive o “desenvolvimento imobiliário”. Nossos prédios comerciais devem contribuir com a paisagem urbana, embelezando a cidade, preservando o meio ambiente e, claro, rentabilizando financeiramente os negócios que ali serão inseridos.

Compreendo que contribuir para o desenvolvimento sustentável de nossa cidade vai além da composição das fachadas com alguns tons de verde, jardinagem decorativa e uso de elementos simbólicos. Isto não é, necessariamente, um prédio sustentável. O nosso maior desafio é suprir nossa demanda mais latente, que é unirmos a tecnologia construtiva ao design funcional em prol de uma arquitetura mais bonita e com maior sustentabilidade ambiental para a nossa Fortaleza e demais cidades do Nordeste, visivelmente em franco processo de crescimento.

Hoje, o termo sustentabilidade começa a perder a conotação simplista de ‘preservação ambiental’ para dar conta da complexidade do ecossistema ambiental; onde, obrigatoriamente, precisamos pensar e agir, no papel do ser humano na mudança de paradigma do “explorar para crescer” para o “recriar para viver”. Obviamente, a cada ciclo de evolução da sociedade o conceito viver vai ganhando conotações que reflitam os novos hábitos dos grupos que geram tendência para as próximas gerações. E na atualidade, o viver na cidade passa pela qualidade de vida, saúde, bem-estar, beleza, mobilidade, facilidade e design. 

É neste tempo que pensamos e desenvolvemos projetos que possam ser longevos, sustentáveis e altamente conectados com o presente que a atual geração deseja. A busca para unir as tecnologias vigentes, com a estética atual e flexibilidade que o futuro requer é o ponto de equilíbrio de nosso direcionamento. 

*Nertan Rabelo é Diretor Executivo da Aurum Desenvolvimento Imobiliário, graduado em Administração de Empresas pela Universidade Estadual do Ceará e com MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec-RJ. A Aurum está com projetos de galpões em desenvolvimento no Nordeste e oferece disponibilidades para locação no SiiLA SPOT.


CONTEÚDO PATROCINADO.

Latam
Brasil
Nacional
CRE
SPOT
Tendências De Mercado

SOBRE SiiLA

Fundada em 2015, a SiiLA é a principal fonte de informações e inteligência para o mercado imobiliário comercial, oferecendo insights, notícias e eventos para a América Latina. As soluções da SiiLA proporcionam uma maior precisão, eficiência e vantagens estratégicas para todos os profissionais e empresas do setor.

Zolver

LOG realiza a maior transação de condomínios logísticos de 2026; executivo comenta
05/05/2026
Dança das cadeiras: André Lucarelli assumirá o lugar de Ubirajara Freitas na Tegra Incorporadora
05/05/2026
HSI Malls vende 49% de shopping em Maceió por R$ 237 mi
04/05/2026
Saída de inquilino amplia vacância no Birmann 20 e pressiona fundo da Hedge
30/04/2026
Rio Bravo eleva aluguel em 26% e mantém ocupação no JK SP
30/04/2026

Investimentos


Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém
Crescimento recorde: vacância de 7,9% no Nordeste não freia expansão logística
Benny Finzi, country manager da 7 Bridges
7 Bridges Capital vê no mercado de condomínios logísticos um alvo primário para investimentos

Tendências De Mercado

Thais Koch, diretora da Koch Construtora
Cultura imobiliária diferencia Rio e São Paulo: no litoral, a vista pesa; na capital paulista, a região define prestígio
Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLA
Taxa de vacância de 12% é sinal de equilíbrio em mercados imobiliários consolidados; entenda os por quês

Referência para os principais veículos de comunicação

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Se inscreva para ficar por dentro das novidades do mercado imobiliário, dos eventos, notícias e análises!

REsource - Notícias do setor imobiliário para a América Latina. Mantenha-se Atualizado a Qualquer Hora, em Qualquer Lugar.