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Antes um endereço secundário no mapa corporativo da capital paulista, a Chucri Zaidan se consolidou como o maior polo de escritórios de São Paulo. Com quase 1 milhão de metros quadrados de área corporativa, a região superou eixos tradicionais como Faria Lima, JK, Vila Olímpia e Berrini, e se tornou referência de torres de escritórios alto padrão que agora são sedes de grandes empresas nacionais e multinacionais
“A Chucri se transformou muito nos últimos anos, está em constante modificação. Você tem aqui o Shopping Morumbi e o Market Place que são grandes atrativos e percebe uma tendência de empresas que buscam espaços maiores. Quem procura 8 mil, 10 mil m², tem poucas opções em outras regiões”, explica Hilton Reijman, presidente executivo da Brookfield Properties. “Além disso, a região alia infraestrutura, transporte público e a esperada Linha Ouro do metrô, que vai finalmente sair do papel.”
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A transformação começou há mais de duas décadas, com a Operação Urbana Água Espraiada, lançada em 2001. O projeto municipal requalificou o entorno da Avenida Jornalista Roberto Marinho, incentivando o desenvolvimento de novos empreendimentos corporativos no eixo Berrini–Chucri–Brooklin.
Desde então, a região passou de um conjunto de galpões e terrenos subutilizados a um cenário de torres de vidro e sedes corporativas globais. No período de 2015 à 2020, projetos como o Parque da Cidade e o Rochaverá Corporate Towers marcaram uma nova fase de adensamento e atraíram, junto das torres, negócios de hotelaria, varejo e serviços, consolidando o bairro como o epicentro do eixo sul.
Segundo o monitoramento da SiiLA, o estoque de escritórios A+, A e B na Chucri Zaidan saltou de 672 mil m² em 2016 para 925 mil m² no 3º trimestre de 2025, um avanço de quase 40%.
No mesmo período, a taxa de vacância caiu de 28,8% para 16,19%, enquanto a absorção líquida se manteve positiva ao longo dos anos, com média anual de 36 mil m² ocupados.Empreendimentos como Rochaverá Corporate Towers, EZ Towers, W.Torre Morumbi e o complexo Parque da Cidade elevaram o padrão da região, atraindo companhias de grande porte como Claro Brasil, Sanofi, Brookfield, Dow Química e Verisure.
Para o futuro, a região ainda conta com mais avanços. Espera-se a conclusão do trecho da Linha 17 – Ouro da CPTM, integrando melhor o polo a regiões satélites e mais afastadas. Já no quesito escritórios, para o próximo ano está prevista a entrega do Esther Tower, um completo de duas torres que somará 66 mil m² ao estoque da região.











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