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Após o primeiro vídeo com a Jive Investments, sobre o espaço Jive House, hoje vamos dar continuidade ao bate papo entre o CEO da SiiLA, Giancarlo Nicastro, e o Sócio Jive Investments, Diego Fonseca. Para assistir o primeiro vídeo, clique aqui.
Dessa vez, a entrevista foi voltada para a origem, atuação e perspectivas da gestora de ativos. Acompanhe a seguir alguns pontos altos da conversa:
Giancarlo Nicastro: Explique um pouco, em detalhes, quais as atuações da Jive Investments?
Diego Fonseca: Começamos nossa jornada como gestora de investimentos investindo nosso próprio capital, o famoso family and friends money, em créditos de bancos, especialmente no espaço de dívidas corporativas não pagas. Dessa atividade, derivamos duas outras teses importantes. A primeira foi o investimento no mercado imobiliário, pois mais da metade dos créditos recuperados eram imóveis. Pegávamos esses imóveis para monetizar e vender, quando o banco não conseguia executar a garantia ou quando a empresa entregava o imóvel como forma de pagamento. Além disso, atuamos na compra de ativos judiciais, como precatórios e títulos de pagamento, usando tecnologia para localizar bens e obter informações para uma precificação com escala.
GN: A máxima do mercado imobiliário é a localização, qual a importância de estar na região da Faria Lima?
DF: Estar na região da Faria Lima é importante devido à sua localização estratégica, transporte público e infraestrutura ao redor, o que facilita a logística e o acesso dos funcionários. É uma combinação eficiente de custos e conveniência.
GN: Qual a visão da Jive sobre os Fundos Imobiliários atualmente?
DF: Os fundos imobiliários têm potencial para se tornarem um importante vetor de investimentos. No entanto, acredito que ainda passaremos por um processo lento para atrair mais investimentos por meio desses fundos. No Brasil, temos enfrentado o desafio de fundos compostos por apenas um único ativo, como um prédio ou galpão. Isso limita a chance de gestão ativa e coloca os gestores em uma situação complicada, pois não podem vender o ativo único e acabar com o fundo. Acredito que demorou um pouco mais para o nosso mercado desenvolver fundos maiores, com gestores mais preparados, que possam gerir diversos ativos tanto no mercado imobiliário físico quanto no mercado de papel, como os fundos que a Mauá faz com CRIs.
Na minha opinião, o modelo vencedor é aquele em que os fundos são maiores e possuem múltiplas gestões de vários ativos, permitindo compra e venda de imóveis e papéis para gerar mais resultados e evoluir o portfólio. No entanto, ainda existem muitos fundos listados no Brasil que são mono ativos ou possuem apenas dois ativos. Com o tempo, acredito que ocorrerão fusões entre alguns fundos e gestoras, combinando mais ativos em seus portfólios e tornando o mercado mais eficiente. Além disso, é importante termos mais investidores institucionais nos fundos imobiliários, como fundos de pensão e grandes gestores tradicionais, operando nesse mercado. Isso também traria mais eficiência e impulsionaria o crescimento.
Acredito muito no potencial dos fundos imobiliários como um mecanismo de investimento supereficiente e acredito que veremos no Brasil um crescimento cada vez maior nesse setor. É claro que em momentos de grandes mudanças nos juros, como estamos passando agora, pode haver alguns desafios, mas quando os juros começarem a cair novamente, como é esperado em breve, veremos uma nova oferta de fundos e tenho certeza de que teremos uma safra positiva de captação para esse mercado.
GN: O Multifamily ou Built to Rent está cada vez mais forte no Brasil, qual sua visão sobre?
DF: É um mercado muito grande, que no Brasil ainda está caminhando. Já tivemos iniciativas de alguns players que lançaram fundos, ainda pequenos, em bolsa para comprar esse tipo de imóvel, do residencial para renda, fazendo isso crescer. Entendemos que isso vai acontecer, esperamos inclusive que consigamos vender parte de nossos ativos que passaram por um retrofit para esse tipo de player.
O multifamily é muito eficiente, acredito que no tempo conforme for amadurecendo a visão do investidor, vão ter mais pessoas investindo nesta classe de ativos.
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