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Na última sexta-feira (12), a Sequoia Logística e Transportes (SEQL3), uma das maiores empresas com atuação em logística e transporte no país, em conjunto com a Transportadora Americana, anunciou que entrou com pedido de recuperação judicial no estado de São Paulo. Em comunicado a empresa diz que o pedido é para reestruturação de cerca de R$295 milhões em dívidas não-financeiras de contratos com fornecedores, prestadores de serviços e locadores de armazéns.
O pedido foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e será submetido à ratificação em assembleia geral extraordinária. A companhia afirma que a recuperação não afetará seus clientes ou colaboradores, já que a maioria dos credores envolvidos não está ativa.
A plataforma Market Analytics da SiiLA monitora a ocupação da Sequoia em nove empreendimentos logísticos no Brasil, dos quais oito são de classe A+ ou A, e um de classe B.
De acordo com fontes de mercado, a empresa já está de saída do Cy.log Embu, um ativo de alto padrão, com valor de mercado de R$ 28,51/m², localizado próximo à capital paulista.
Entre os empreendimentos ocupados pela Sequoia estão também o Armazenna 2 Centro Logístico, da GL Empreendimentos, localizado em Pernambuco, e o Prologis, Dutra – RJ, que integra o portfólio da Prologis.
O plano não inclui dívidas trabalhistas, bancárias ou debêntures, nem obrigações das empresas do Grupo Move3. O plano de recuperação judicial foi aprovado por aproximadamente 55% dos credores e oferece aos fornecedores algumas opções de quitação, sendo eles:
Em conteúdo patrocinado publicado pela Sequoia no Valor Econômico, a empresa informou que deu início, em outubro de 2023, à reestruturação da dívida junto aos credores financeiros e do mercado de capitais – bancos e debenturistas, que detinham relevante porção da dívida.
O grupo também sinaliza que a administração chegou a negociar de forma bilateral dívidas da ordem de R$ 750 milhões, conseguindo reduzi-las em 82%, com R$ 582 milhões convertidos em ações, sendo o restante alongado.
A companhia tem buscado, no momento, estabilizar sua situação financeira e retomar o crescimento, informa o comunicado. A empresa já havia registrado um prejuízo de R$118,8 milhões no segundo trimestre de 2024. A expectativa é que o grupo consiga voltar a focar em suas operações, buscando uma recuperação sólida no mercado.
Procurada, a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não fornecerá entrevistas no momento.











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